Tempo de Plantar – Parques do DF ganham milhares árvores do cerrado

Tempo de Plantar – Parques do DF ganham mais árvores do cerrado - Bernadete Alves

A qualidade de vida do ser humano depende não apenas de uma boa alimentação, mas principalmente do ambiente natural que propicia ar puro, ainda mais quando se trata de zona urbana marcada por inúmeras situações de poluição ambiental. O Planeta Terra tem clamado por socorro e em várias partes do mundo a sociedade civil tem sido sensível ao chamado.

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Parque da Cidade Sarah Kubitschek

Aqui no Distrito Federal a preocupação com a preservação da natureza e com a qualidade de vida das pessoas é constante. Tanto é que a capital é bastante arborizada e a população é muito afetiva.

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Parque Nacional de Brasília

Brasília é uma cidade-parque. Só no Plano Piloto, são mais de 1,5 milhões de árvores plantadas que proporcionam beleza única à capital, garantem sombra para amenizar o calor do Cerrado e, nas superquadras, funcionam como barreira para o barulho que vem do comércio.

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Brasília é, também, uma cidade-jardim pois as árvores florescem o ano todo em plena seca e calor como os milhares de variados ipês, que formam um arco-iris de cores. Além de embelezar o local, as árvores nos dão a sensação, física e psicológica, de bem-estar.

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Para manter toda esta beleza e qualidade de vida os ambientalistas e a sociedade civil se uniram no Movimento Tempo de Plantar. Com a chegada das chuvas chega também o tempo de plantar e a conexão com a natureza.

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Movimento Tempo de Plantar

Neste domingo 8 de dezembro aconteceu mais uma ação “Plantio nos Parques”, em doze parques administrados pelo Brasília Ambiental. Voluntários, ambientalistas e integrantes de Grupos de Escoteiros conseguiram plantar cerca de 4 mil mudas nativas do Cerrado. A ação tem a intenção de plantar um milhão de árvores. Uma oportunidade perfeita para experiências únicas.

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Jovens brasilienses plantam mudas nativas do Cerrado nos Parques de Brasília

As árvores são o maior patrimônio ambiental que existe nas cidades, pois elas abrigam os pássaros, que espalham as sementes e comem os insetos. A arborização urbana traz inúmeros benefícios, tais como: ameniza as questões climáticas por meio da diminuição das amplitudes térmicas, melhora o ar a ser respirado, protege o solo contra erosão, protege das forças dos ventos, diminui a poluição sonora, absorve a poluição da atmosfera contribuindo ao refúgio da fauna, promovendo desta forma a ampliação da biodiversidade.

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Ipê amarelo nas avenidas do DF

A superintendente de Unidades de Conservação, Biodiversidade e Água (SUCON) do Brasília Ambiental, Rejane Pieratti, disse que a finalidade do projeto é “fomentar a conscientização e a participação das pessoas, comunidades, entidades (seja governamental ou organizada) da importância da preservação do nosso Cerrado com foco, inclusive, no cuidar dos nossos parques”.

Alan Clei Barros, um dos coordenadores do Movimento Tempo de Plantar, diz que a consciência da população e dos governantes é o remédio para as doenças do Planeta Terra.  “Quando vemos os brasilienses abraçar o meio ambiente, temos certeza de que estamos fazendo a diferença por um mundo melhor”.

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Parque Olhos D’Água, Asa Norte

As unidades de conservação que receberam o mutirão nesta edição foram: Parque Urbano e Vivencial do Gama; Parque Ecológico e Vivencial Bosque dos Eucaliptos e Parque Ecológico Ezechias Heringer, no Guará; Parque Urbano Bosque do Sudoeste; Parque da Asa Sul; Parque Olhos d’Água, na Asa Norte; Parque das Garças e Parque Vivencial I, no Lago Norte; Parque Ecológico Águas Claras; Parque Recreativo do Setor O, em Ceilândia; Parque Ecológico Veredinha, em Brazlândia; Parque Ecológico Saburo Onoyama, em Taguatinga; e Parque Três Meninas, em Samambaia.

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Cambuís no Tribunal Superior Eleitoral

As árvores são organismos essenciais para o equilíbrio do planeta, pois desempenham funções vitais como o controle da temperatura, aumento da umidade do ar, maior controle das chuvas, qualidade da água dos mananciais, controle de erosão, manutenção da biodiversidade, além de produzirem frutos, sementes, madeira, resinas e outros tantos produtos.

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Tempo de Plantar – Parques do DF ganham mais árvores do cerrado

O cerrado, também chamado de savana brasileira, ocupa uma área de mais de dois milhões de quilômetros quadrados, cobrindo 20% do território nacional na região do Planalto Central do país. Apesar de não parecer, com suas árvores esparsas e amplas áreas cobertas de gramíneas, o cerrado abrange pelo menos cinco ecossistemas diferentes e possui uma biodiversidade riquíssima, com cerca de 4400 espécies endêmicas de plantas e 1500 espécies de animais.

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Conhecer mais sobre o cerrado é o primeiro passo para resistir efetivamente contra a destruição desse bioma.