Guia brasileiro de combate a obesidade infantil é destaque em encontro internacional

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Ministro Henrique Mandetta com novo Guia de Alimentação para crianças

Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 Anos, publicação feita pelo Ministério da Saúde com o intuito de combater a obesidade infantil, poderá ser adaptado e usado por outros países que têm o português como língua oficial.

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Ministro Mandetta com Ministros da Saúde, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

A sugestão foi apresentada pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, durante a V Reunião de Ministros da Saúde, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, no dia 13 em Lisboa, Portugal. Instituída em julho de 1996, a CPLP reúne nove Estados membros: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Juntos, esses países têm 230 milhões de habitantes distribuídos por quatro continentes.

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Ter cuidado com o que as crianças comem é muito importante porque é na primeira infância que o bebê forma seu paladar. A casa é o principal ambiente alimentar das pessoas e por isso deve ser um momento de experiências positivas, aprendizado e afeto.

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O Guia Alimentar para Crianças Brasileiras  prima por isso e traz recomendações importantes para as famílias.Além de promover saúde, crescimento e desenvolvimento a esse público, o guia subsidia família e profissionais de saúde em ações de educação alimentar e nutricional. Ao mesmo tempo, é um instrumento que ajuda na orientação de políticas públicas que visam a apoiar, proteger e promover a saúde das crianças.

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O ministro Mandetta compartilhou a experiência brasileira e ofereceu ajuda aos demais países integrantes do grupo, no sentido de elaborar e adaptar guias alimentares às realidades locais de cada um deles. A ideia é promover, já no primeiro trimestre de 2020, oficinas técnicas para apresentar a metodologia adotada pelo Brasil na elaboração do guia.

 

O Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 Anos foi criado em 2002, revisado em 2010 e apresentou as primeiras recomendações oficiais sobre alimentação e nutrição para esta faixa etária. Diante das transformações vivenciadas pela sociedade brasileira e respectivo impacto nas condições de saúde e nutrição, uma nova versão totalmente refeita, foi publicada pelo Ministério da Saúde em novembro de 2019.

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O Guia traz os 12 passos para uma alimentação saudável, que são: Amamentar até os dois anos ou mais, oferecendo somente o leite materno até os 6 meses; Oferecer alimentos in natura ou minimamente processados, além do leite materno, a partir dos 6 meses; Oferecer à criança água própria para o consumo em vez de sucos, refrigerante e outras bebidas açucaradas; Oferecer a comida amassada quando a criança começar a comer outros alimentos além do leite materno; Não oferecer açúcar nem preparações ou produtos que contenham açúcar à criança até 2 anos de idade; Não oferecer alimentos ultraprocessados para a criança; Cozinhar a mesma comida para a criança e para a família; Zelar para que a hora da alimentação da criança seja um momento de experiências positivas, aprendizado e afeto junto da família; Prestar atenção aos sinais de fome e saciedade da criança e conversar com ela durante a refeição; Cuidar da higiene em todas as etapas da alimentação da criança e da família; Oferecer à criança alimentação adequada e saudável também fora de casa; e Proteger a criança da publicidade de alimentos.

A nova versão apresenta linguagem mais voltada às famílias. Reforça a recomendação da amamentação exclusiva até os seis meses e a continuidade do aleitamento materno até os dois anos ou mais. O documento inclui também orientações de prática de atividade física e, pela primeira vez, inclui recomendações para a dieta de crianças vegetarianas.

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Uma recomendação importante na nova versão do guia, diz respeito à idade de início da oferta de novos alimentos para crianças não amamentadas, que poderá ser diferente se elas recebem fórmula infantil ou leite de vaca modificado. No caso de crianças que recebem fórmula infantil, a introdução de novos alimentos, inclusive água, deve ser feita a partir dos 6 meses e, a partir dos 9 meses a fórmula infantil pode ser substituída pelo leite de vaca integral. Por sua vez, a criança alimentada com leite de vaca modificado, em casa, poderá receber novos alimentos a partir dos 4 meses para evitar deficiências nutricionais, já que o leite de vaca não possui todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento da criança. Além da introdução de alimentos, a partir desta idade o leite de vaca não deve mais ser diluído.

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O Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 Anos está disponível no site do Ministério da Saúde de forma gratuita.