Rodrigo Pacheco é eleito presidente do Senado Federal

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Rodrigo Pacheco do DEM/MG é o 68º presidente do Senado Federal

O Senado Federal elegeu no final da tarde de hoje, 1º de fevereiro, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) como seu 68º presidente. O senador foi eleito presidente da Casa com 57 votos. Ele disputou a presidência com Simone Tebet (MDB-MS), que obteve 21 votos. Ele será o presidente do Senado, e do Congresso Nacional, pelos próximos dois anos.

Pacheco foi escolhido por Davi Alcolumbre (DEM-AP) para sucedê-lo na presidência. O apoio de Alcolumbre foi fundamental para a eleição, dada a simpatia de líderes de diversos partidos pelo então líder da Casa. A proximidade de Alcolumbre com lideranças governistas, como PP, PSD e Republicanos, e de oposição, como PT e PDT, assegurou um apoio abrangente a Pacheco.

Ao longo dos dias que antecederam a eleição, Simone Tebet perdeu o apoio formal do seu partido. Inicialmente, ela saiu como candidata de um bloco, com apoio também de PSDB, Cidadania e Podemos. Hoje, ao registrar sua candidatura na Mesa Diretora, ela se colocou como candidata independente. Jorge Kajuru (Cidadania-GO), Lasier Martins (Podemos-RS) e Major Olímpio (PSL-SP), outros candidatos à presidência, desistiram de suas candidaturas na última hora para apoiar SimoneTebet, mas isso não foi o suficiente para ela superar Rodrigo  Pacheco.

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Rodrigo Pacheco do DEM/MG é eleito presidente do Senado

Rodrigo Otavio Soares Pacheco nasceu em Porto Velho, em 3 de novembro de 1976 e cresceu na cidade de Passos, Minas Gerais. Ele é advogado e está em seu primeiro mandato como senador pelo DEM. Antes, foi deputado federal entre 2015 e 2018, quando presidiu a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. No Senado, atuou como vice-presidente da Comissão de Transparência e Governança (CTFC).

A votação levou cerca de uma hora e 15 minutos para ser concluída. Isso porque apesar de haver urnas espalhadas pelo plenário, pelo Salão Azul e pela Chapelaria, um dos acessos ao Congresso, os votos foram feitos um a um, com senadores sendo chamados a votar. Os que não votaram no plenário recebiam a cédula de outro senador no momento em que eram chamados.  Não votaram os senadores Jaques Wagner (PT-BA), que está de atestado médico em seu estado, Chico Rodrigues (DEM-RR), que está licenciado do cargo, e Jarbas Vasconcelos (MDB-PE), afastado por motivos de saúde.

Em seu discurso após a posse, Rodrigo Pacheco, defendeu a aprovação pelo Congresso das reformas que farão a economia do país crescer.

“A reforma tributária, que já tem um ambiente de discussão na Câmara e no Senado e discute uma nova forma de arrecadação tributária no Brasil. A reforma administrativa de igual modo. Corrigindo distorções, mas jamais demonizando o serviço público brasileiro. De igual modo, A PEC Emergencial, que cria mecanismos de ajuste fiscal no Brasil. A PEC dos Fundos Públicos, já aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, e faz prever a alocação dos recursos de fundos públicos infraconstitucionais para o Tesouro Nacional e para o pagamento da dívida púbica. A PEC do Pacto Federativo, dando mais autonomia para estados e municípios”.

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Senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), vai comandar a Casa pelos próximos 2 anos

O senador Weverton (PDT-MA) avaliou a eleição como tranquila e dentro do que o país e a sociedade esperavam. “Venceu a democracia, maturidade e responsabilidade da Casa em conduzir o processo de forma harmônica e respeitosa. Além de um sucesso, a eleição foi muito bem conduzida pelo ex-presidente Davi Alcolumbre “, afirmou Weverton à Agência Senado.

A senadora Katia Abreu desejou que Pacheco tenha serenidade e sabedoria na condução da Casa. “Que seu discurso de independência seja seguido à risca. Temos no Senado uma fila de pautas importantes. Orçamento, reformas fundamentais, entre tantas. E o Brasil tem pressa. Temos obrigação de acelerar e responder a altura de quem nos colocou aqui”, escreveu a senadora.

Fotos: Marcos Oliveira/Agência Senado