Fevereiro Roxo alerta para doenças graves e incuráveis

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Com o lema  “Se não houver cura que, no mínimo, haja conforto”, é o foco da campanha Fevereiro Roxo 2021. Alzheimer, Fibromialgia e Lúpus são patologias graves que não têm cura conhecida pela medicina. Daí a importância do diagnóstico precoce para aumentar a resposta positiva ao tratamento dos sintomas e até retardá-los.

A campanha, apoiada pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal, busca incentivar o diagnóstico precoce para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e compartilhar informações, sobre sintomas e tratamentos disponíveis, e mostrar que o diagnóstico precoce ajuda a manter a qualidade de vida.

Campanhas que associam os meses a cores se tornaram comuns. O Outubro Rosa, relacionado ao câncer de mama, e o Novembro Azul, sobre o câncer de próstata, são algumas das campanhas realizadas pela sociedade civil e pelos órgãos governamentais cuja finalidade é divulgar informações sobre as doenças e, assim, aumentar o conhecimento da população sobre sintomas e tratamentos.

Alzheimer

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A longevidade alcançada, nas últimas décadas, evidenciou uma doença descoberta em 1906, o Mal de Alzheimer, que, geralmente, se manifesta a partir dos 60 anos de idade. Ela provoca perda da capacidade cognitiva, da memória e demência.

 O Alzheimer destrói as funções do cérebro e não tem cura. A doença possui as fases leve, moderada e grave. O comprometimento funcional é o que determina em qual delas o paciente está inserido. Na fase leve, geralmente quando a medicação é adotada, ele leva uma vida praticamente normal e o esquecimento não chega a ser empecilho para as atividades corriqueiras.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o Alzheimer afeta cerca de 35,6 milhões de pessoas em todo o mundo, número que deve dobrar em 2030. No Brasil, o cálculo da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz) é de que 1,2 milhão já sofram os efeitos da neurodegeneração.

A causa da doença é desconhecida, mas acredita-se que seja geneticamente determinada em 10% dos casos. Segundo o Ministério da Saúde, o Alzheimer costuma evoluir de forma lenta e progressiva. A partir do diagnóstico, a sobrevida média oscila entre 8 e 10 anos. A doença instala-se quando o processamento de certas proteínas do sistema nervoso central começa a dar errado.

Para prevenir o desenvolvimento da demência é necessário adotar hábitos de vida saudáveis, que devem ser praticados ao longo da existência, como o controle de doenças prévias (hipertensão, diabetes, obesidade); combate ao sedentarismo, com a prática de atividade física regular; evitar o tabagismo; e praticar ações que estimulem a memória, como leitura e realização de novas tarefas.

Estudos realizados por cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro provaram que a prática de atividades físicas produz um hormônio que ajuda a prevenir doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer. A Abraz estima que exista 1,2 milhão de casos no Brasil.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece acompanhamento e tratamento para portadores do Mal de Alzheimer, inclusive com a entrega de medicação. Diante de suspeita da doença ou anormalidades relacionadas ao esquecimento, o paciente deve procurar uma unidade básica de saúde (UBS). A partir daí, se for o caso, ele será encaminhado ao especialista.

Fibromialgia

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Fibromialgia – doença grave e incurável

A fibromialgia é uma doença reumatológica, que acomete por volta de 3% da população brasileira, em sua maioria mulheres adultas, conforme dados da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR). A principal característica desta síndrome dolorosa crônica é o aparecimento de uma dor muscular intensa e generalizada em diversos pontos do corpo, acompanhada de fadiga, alterações de sono, memória, humor e distúrbios do sono. Formigamento nas mãos e pés também é um dos sintomas.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), o tratamento é feito pelo uso de remédios para reduzir os sintomas, mas o fundamental é o tratamento não medicamentoso. O paciente pode melhorar sua qualidade de vida com fisioterapia, acupuntura e praticando atividades físicas.

“Há um aumento da sensibilidade da dor. É como se a pessoa perdesse uma espécie de analgésico natural do organismo para não sentir dor o tempo todo. Como reduz a produção dessa substância, a pessoa sente dor espontânea, de vários tipos e espalhado pelo corpo”, explica Rodrigo Aires, referência técnica distrital (RTD) de Reumatologia da Secretaria de Saúde do DF.

Infelizmente, a medicina ainda não entende muito bem como a doença opera dentro do corpo humano. Sabe-se que, sem tratamento, ela pode evoluir para a incapacidade física e a limitação funcional, complicações com bastante impacto na qualidade de vida do paciente.

Com o tratamento adequado, que envolve tanto o uso de medicamentos quanto a prática de terapias, como fisioterapia e acupuntura, é possível que o paciente tenha uma grande melhora na qualidade de vida e possa viver normalmente. “Também ajuda a prática de atividades físicas para melhorar o condicionamento cardiovascular, ter uma boa qualidade de sono e diminuir o nível de estresse psíquico”, ressalta Aires.

Os pacientes nessa condição devem ser acompanhados por médicos das UBSs. Em caso de dúvida se a fibromialgia está associada a alguma outra doença reumática, o paciente deve ser encaminhado para avaliação com especialista. Os hospitais de Taguatinga, Sobradinho, Ceilândia, Gama, Paranoá, Santa Maria, Asa Norte e Base oferecem atendimento de reumatologia – especialidade médica que trata a fibromialgia.

Lúpus

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Lúpus: doença grave e incurável

Considerada uma doença inflamatória autoimune, o lúpus ocorre quando o próprio sistema imunológico ataca tecidos saudáveis do corpo por engano. O nome científico é “Lúpus Eritematoso Sistêmico” (LES) e pode afetar diversos órgãos e tecidos do corpo, como pele, articulações, rins e cérebro. Em casos mais graves, especialmente se não for tratado adequadamente, pode levar à morte.

Ainda não se sabe, ao certo, qual a sua causa, nem o que faz com que o sistema imunológico se volte contra os tecidos saudáveis do corpo. Entretanto, estudos indicam que as doenças autoimunes podem acontecer devido a uma combinação de fatores hormonais, infecciosos, genéticos e ambientais.

Segundo o Ministério da Saúde, a doença é mais comum entre mulheres entre 20 e 45 anos. A incidência é maior em mulheres negras do que em brancas. Após o diagnóstico, o tratamento, que visa melhorar a qualidade de vida, é feito majoritariamente com anti-inflamatórios e corticoides. Nos casos mais graves, a doença pode ser fatal.

“É uma combinação de fatores. Ou nasce com uma tendência para tê-la, ou a desenvolve em determinada época da vida, seja por fatores genéticos ou ativação do sistema imunológico. Mas quanto mais cedo for diagnosticada, mais se pode ter controle sobre seus sintomas”, afirma Rodrigo Aires.

Sintomas de Lúpus

Os principais sintomas são dores nas articulações, febre, queda de cabelo, manchas avermelhadas, feridas na boca, dor ao respirar e dor de cabeça. Assim como a fibromialgia e o Alzheimer, quanto mais cedo for feito o diagnóstico, melhores são as chances de diminuir sua progressão.

A dica é ficar bem atento aos sintomas da doença. “O que mais chama atenção é o aumento da sensibilidade da pele ao sol, vermelhidão em áreas expostas à luz solar, assim como o aparecimento de manchas e placas vermelhas pelo corpo”, informa o RTD de Reumatologia.

Se for constatada alguma anormalidade, o paciente deve procurar a UBS mais próxima de sua casa. Se a doença for confirmada, será dado um encaminhamento para consulta com reumatologista, ou mesmo para internação, caso necessário.

Os portadores da doença são atendidos nos ambulatórios de reumatologia da Secretaria de Saúde. No DF, as maiores referências são o Instituto Hospital de Base e o Hospital Universitário de Brasília (HUB). Já as medicações são dispensadas pelas farmácias de Componente Especializado, também conhecidas como de Alto Custo.

A maioria das doenças  podem ser evitadas, a não ser aquelas adquiridas de forma hereditária. O segredo para preservar-se é manter um estilo de vida saudável. Como  exercícios físicos, boa alimentação envolvendo frutas e legumes e obviamente parar de beber e largar o fumo.

Mesmo aqueles já diagnosticados com algum tipo de doença crônica, muitas vezes o bom estilo de vida, ajuda a controlar os sintomas e assim não se agravará tanto e até mesmo prolongará a vida.

Fotos: Divulgação