Ipê roxo: exuberância que alegra os olhos e aquece a alma de Brasília

O Ipê roxo dá o tom do outono na Capital da Esperança. A espécie, considerada símbolo de Brasília, se torna nessa época do ano a sensação de quem mora e visita a cidade. Aqui temos uma variedade de cores e formas que encantam os olhos e acalentam a alma: roxo, amarelo, rosa, branco e verde. Do outono a primavera eles proporcionam um arco-íris de cores.

Além de toda exuberância os ipês simbolizam resistência e renovação. Mesmo diante da aridez do cerrado, da baixa umidade do ar, e das temperaturas inconstantes, conseguem florescer para perpetuar a espécie. São gigantes pela própria natureza.


A florada desta magnífica árvore é um espetáculo a mais em meio a beleza arquitetônica da capital federal. Essa é uma das vantagens de morar em Brasília. É uma cidade arborizada que floresce o ano todo, mesmo no inverno e período da seca.

O primeiro a abrir a temporada da floração em Brasília, é o ipê roxo com flores em forma de ‘pompons’ com miolo amarelo contrasta com o azul do céu, o verde das árvores e o concreto dos prédios. Uma beleza indescritível que fica na vitrine entre 15 e 20 dias.



Esta é uma excelente época para contemplar a beleza da florada dos ipês e agradecer ao empenho da Novacap em florir permanentemente todo o Distrito Federal. O manejo correto, que inclui espaçamento e combinação com outros tipos de plantas e árvores, é essencial para garantir a sobrevivência e perpetuação dos ipês. Cada mês do ano somos contemplados com uma cor diferente. Esta mistura de cores deixa a Capital da Esperança ainda mais charmosa.

Os ipês-roxos costumam florescer entre junho e agosto, daí para frente há um longo calendário que dá espaço para cada uma das espécies. De julho a setembro, é a vez dos amarelos e, entre agosto e setembro, entram em cena o rosa e o branco. Da paleta de cores de ipê do Cerrado, o verde é o último a florescer, podendo aparecer em qualquer época do ano – mas com maior intensidade entre agosto e novembro.


O Ipê Roxo por sua beleza quando em floração, também é muito utilizado na arborização de ruas e avenidas, além de reflorestamentos. Possui altura média de 20 a 35 metros e seu tronco tem de 60 a 80 cm de diâmetro e é revestido por casca áspera cinzenta. É uma árvore muito admirada e essencial no paisagismo residencial.

As flores são reunidas em inflorescências espetaculares, de tirar o fôlego, em “pompons” quase perfeitos, nas cores rosa escuro ou roxo, com interior amarelado, terminais e globosos, formados com a copa despida de folhas entre o final do mês de junho, período de inverno, céu azul e, normalmente, dos menores registros térmicos do ano.


Frutificação: vagens verdes, relativamente grandes, formadas ainda durante o inverno, que amadurecem na primavera e liberam muitas sementes aladas, dispersas pelo vento, que germinam espontaneamente nas primeiras chuvas da estação.
As folhas são compostas palmadas, 5-folioladas e os folíolos, quase glabros, possuem de 5-13 cm de comprimento por 3-4 cm de largura.

O ipê é uma árvore que pode chegar a 15 metros de altura e viver mais de 50 anos. Em Brasília os primeiros a serem plantados foram na W3, logo depois da inauguração da capital e atualmente são milhares em todo o Distrito Federal.
A temporada dos ipês enche Brasília de cor e beleza. A cidade parque, berço das flores onde a paz e o amor transbordam feito ipê no cerrado.

Os ipês são muito lindos e deixam a paisagem maravilhosa. Além de decorar Brasília, proporcionam um contraste entre o colorido das flores, a grama seca e a arquitetura da cidade. Brasília é um espetáculo de cores e formas.
O ipê é nativo do Cerrado, mas está presente em todas as regiões do país pois se dão bem em qualquer clima e altitude, fatores que influenciam em períodos diferentes de floração de acordo com a região.

A típica árvore de Ipê é a denominação de uma grande variedade de espécies do gênero Tabebuia e Handroanthus, sinônimos e ambos da família Bignoniaceae. É muito conhecido por sua beleza, exuberância das flores e ampla distribuição em todas as regiões do Brasil. Os ipês são caducifólias, ou seja, perdem todas as folhas que são substituídas por cachos de flores de cores intensas. São árvores de grande porte que gostam de calor e sol pleno.

O nome ipê origina-se da língua indígena tupi e significa casca dura. O mesmo também é conhecido como pau d’arco, porque antigamente os índios utilizavam a madeira dessas árvores para fazerem os seus arcos de caça e defesa. Ou seja, há muito tempo o ipê é utilizado como matéria-prima em razão da boa qualidade da madeira, tendo como características principais:
- Muito densa e forte;
- Pesada e dura, difícil de serrar;
- Grande durabilidade mesmo quando em condições favoráveis ao apodrecimento;
- Alta resistência aos parasitas e à umidade;

Considerado uma madeira nobre, o Ipê possui um material excelente para estrutura de obras, em ambientes externos e até mesmo em detalhes decorativos. Pode ser usado também em construções de pontes, vigas, esquadrias, pisos, escadas, móveis, peças, na fabricação de instrumentos musicais, de portas e janelas, dentre muitas outras finalidades.


Fotos: Leo Caldas, Bernadete Alves e Geovana Albuquerque/Agência Brasília













