Nordestino: povo que transforma sol em coragem e seca em resistência

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Nordestino: povo que transforma sol em coragem e seca em resistência é celebrado em 8 de outubro

Celebramos neste 8 de outubro o Dia do Nordestino: povo que transforma sol em coragem e seca em resistência. A data é uma homenagem ao centenário do poeta popular, compositor e cantor Antônio Gonçalves da Silva, conhecido como Patativa do Assaré.

O dia de hoje também celebra a cultura nordestina e a diversidade folclórica típica da região do Nordeste do Brasil, conhecida principalmente por belíssimas paisagens, culinária impecável, musicalidade, danças típicas, hospitalidade e alegria contagiante.

O Distrito Federal recebeu a contribuição de muitos imigrantes nordestinos na construção de Brasília. Eles ajudaram no progresso do Centro-Oeste e a herança continua viva em cada canto do nosso quadradinho. A influência da cultura nordestina é enorme e não se restringe apenas ao número de moradores da capital que vieram do Nordeste, onde Bahia, Maranhão, Piaui e Ceará são os estados com maior migração, totalizando 54,1% da população do DF.

A cultura do Nordeste é um presente para Brasília, todo o Brasil e também para o mundo. Aqui o forró, o São João, e a culinária nordestina mantém viva a cultura que faz parte da identidade de Ceilândia que abriga o maior número de nordestinos na capital do país.

Nossa homenagem ao nordestino que carrega no peito o orgulho de uma cultura rica e a força de um povo vitorioso, guerreiro, trabalhador, corajoso, arretado, amoroso, resistente, sábio e que nunca desiste.

Maior do que o Nordeste, formado por Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte, e Sergipe, somente o coração do seu povo que engrandece o Brasil.

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8 de outubro é Dia do Nordestino: povo vitorioso, trabalhador e corajoso

Em Alagoas, a cultura é um misto de influências indígenas, africanas e europeias. O principal ícone das festas alagoanas é o Guerreiro, um mosaico de vários autos que lembra os indígenas, negros e europeus. O Guerreiro é acompanhado de pandeiro, tambor e sanfona.

Ceará se tornou conhecido nacionalmente como berço de talentos humorísticos como Chico Anysio, Renato Aragão e Tom Cavalcante, dentre vários outros. O estado também é terra de muitos escritores e poetas importantes, como José de Alencar, Domingos Olímpio, Rachel de Queiroz, Adolfo Caminha, Antônio Sales, Jáder Carvalho, Moreira Campos, Gustavo Barroso, Patativa do Assaré, João Clímaco Bezerra, Ana Miranda, José Albano, Farias Brito, dentre outros.

Bahia se popularizou pelo carnaval de Salvador, a festa da Independência da Bahia, as festas juninas no interior, em especial a guerra de espadas em Cruz das Almas e em Senhor do Bonfim, a lavagem do Bonfim, a Festa de Santa Bárbara, a Festa de São Sebastião, entre outras.

Maranhão é um vibrante caleidoscópio artístico e folclórico vivo e autêntico. Tambor de Crioula, diversas outras danças típicas como as quadrilhas, a Dança do Caroço, a Dança do Lelê, a Dança do Coco, o Cacuriá, São Gonçalo, Dança Portuguesa entre outras, fazem da cultura imaterial do estado.

Pernambuco é famoso por ter o maior bloco de arrasto de carnaval do mundo: o galo da madrugada. outros elementos principais são a festa do divino, festejos da páscoa e dos santos padroeiros, congada, cavalhadas, bumba meu boi, carnaval, peão de boiadeiro, dança de velhos, batuque, samba de lenço, festa de Iemanjá, folia de reis, caiapó.

No Rio Grande do Norte, respira-se sensibilidade e imaginário. Dentre as principais manifestação podemos destacar a música, poesia popular, artes plásticas, artesanato, o Zambê, os Congos, o Pastoril, os Caboclinhos e o Boi de Reis. A Capital Natal é famosa por suas dunas.

Paraíba tem potencial turístico, praias quase inexploradas, uma delas para praticantes do naturismo. Grande acervo de cultura popular, com manifestações folclóricas que preservam cantos e danças, como reisado, ciranda, forró, xaxado, coco-de-roda, e outras. Com forte presença indígena, em municípios do Litoral Norte. É no sertão, no entanto, que a culinária paraibana apresenta uma maior singularidade. Pela escassez de gêneros vegetais verdes e frescos, pela estiagem frequente e pela presença do gado bovino e caprino, o cardápio do sertanejo tem na carne e nos grãos estocáveis o seu principal eixo. Na Paraíba, se tornou marca a carne de sol e o bode contribuiu com vários pratos, sendo a buchada desse animal uma iguaria ainda bastante apreciada.

Piauí se destaca pelo Bumba-Meu-Boi, Cavalo Piancó, Congada, Samba de Cumbuca, Reisado, bandolins, rabecas, entre outras manifestações culturais.

Sergipe  se destaca pela festa dos Lambe Sujos X Caboclinhos que acontece na cidade histórica de Laranjeiras uma vez por ano, sempre no segundo domingo do mês de outubro. Os lambe sujos são pintados com uma solução de mel de cabaú extraído da cana de açúcar com pó xadrez preto.

Muitos pensam que o nordestino tem um jeito próprio de falar, porém, ao se aprofundar é possível notar que cada estado tem suas particularidades que vão muito além do “oxente” e do “eita”. Outra característica é quando uma palavra tem significados diferentes em cada estado como pirangueiro, por exemplo. Na Paraíba e Pernambuco significa uma pessoa avarenta, mão fechada. Já no Ceará é utilizada para quem se veste mal.

O Nordeste tem quilômetros de praias de águas límpidas, cachoeiras, paraísos preservados como Fernando de Noronha. O vale dos Dinossauros na Paraíba; a Chapada Diamantina que é uma região de serras, protegida na categoria de parque nacional, entre outros.

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Nordestino: povo que transforma sol em coragem e seca em resistência

Quando olhei a terra ardendo
Quá fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu: Ai
Por que tamanha judiação?

Que braseiro, que fornalha
Nem um pé de plantação
Por falta d’água, perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Por falta d’água, perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão,

Inté mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
Entonce eu disse: Adeus, Rosinha
Guarda contigo meu coração
Entonce eu disse: Adeus, Rosinha
Guarda contigo meu coração

Hoje longe, muitas légua
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim voltar pro meu sertão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim voltar pro meu sertão

Quando o verde dos teus olho
Se espalhar na plantação
Eu te asseguro, não chore não, viu?
Que eu voltarei, viu, meu coração?
Eu te asseguro, não chore não, viu?
Que eu voltarei, viu, meu coração?

Fotos: Reprodução