Dia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher alerta para o aumento de feminicídio

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10 de outubro é Dia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher

O 10 de outubro lembra a importância do Dia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher e nos convoca a erradicar todas as formas de violência e denunciar o crescimento dos casos de agressão e de morte de mulheres no país.

A data foi instituída há 40 anos após as mulheres se reunirem, em 10 de outubro de 1980, nas escadarias do Teatro Municipal, em São Paulo, para um protesto contra o aumento de crimes de gênero no Brasil. Desde então, o movimento alerta para casos de agressão, tentativas de assassinato e feminicídio.

Feminicídio é o assassinato de uma mulher, cometido devido ao desprezo que o autor do crime sente quanto à identidade de gênero da vítima  e representa uma mensagem de posse do homem sobre a mulher. 

É necessário que as autoridades desenvolvam um sistema que proteja as mulheres e que o tema seja abordado em todos os âmbitos da sociedade e não só neste 10 de outubro. O debate deve acontecer nos locais de trabalho, nas escolas e na imprensa para que as mulheres possam reconhecer os sinais de violência e não se conectar com pessoas tóxicas que podem trazer prejuízos à saúde e colocar a vida em risco.

A luta é constante, pois a sociedade tem se tornado cada vez mais violenta, e as mulheres estão entre os principais alvos. Como mostram as publicações do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), desde o assédio moral e sexual até o feminicídio, diferentes dimensões da violência marcam a experiência de ser mulher no país. As agressões atingem todas as idades, e se dão de forma mais frequente contra as negras.

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Dia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher alerta para o aumento de feminicídio

A violência física não é a única forma de abuso que as mulheres sofrem. Segundo o Conselho Nacional de Justiça, existem outras modalidades de violência, muitas vezes concomitantes ao abuso físico. As cinco formas de violência doméstica e familiar contra as mulheres são: a violência física, psicológica, moral, sexual e patrimonial, cada uma com suas especificidades e danos causados à integridade feminina.

Essas formas de agressão também são praticadas principalmente contra mulheres segundo a Lei Maria da Penha, além dos dados levantados pela Rede de Observatórios da Segurança e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Estatísticas revelam que uma mulher é vítima de violência no país a cada 4 horas. Essa violência está profundamente enraizada na desigualdade de gênero, discriminação e estereótipos sociais.

É urgente enfrentar a violência contra a mulher. Muitas continuam sendo vítimas de todo tipo de violência, e muitas são mortas. Precisamos de políticas públicas e que a sociedade como um todo não tolere qualquer tipo de manifestação violenta.

A desigualdade social viabiliza os processos de violência contra as mulheres. O fato de receberem menos por trabalhos iguais; de acumularem dupla jornada, sendo as principais responsáveis pelo trabalho doméstico e de cuidados; de sofrerem preconceito através de estereótipos que as minimizam ou limitam; são lutas atuais e constantes.

Segundo o monitoramento de feminicídios feito pela Secretaria de Segurança Pública do GDF, mais da metade dos assassinatos (56%) aconteceu no interior da residência da vítima. A maioria das vítimas já sofreram violência por parte do assassino anteriormente.

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Dia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher alerta para o aumento de feminicídio

A violência doméstica, física, psicológica, patrimonial ou sexual contra as mulheres tem impacto sobre o cotidiano das pessoas e precisa ser combatida diariamente, com ações que promovam o respeito e a segurança para que todas possam viver com dignidade.

Vamos nos unir nessa luta. É dever de todos nós agir contra esse mal que assola a sociedade, promovendo a igualdade e o respeito a todas as mulheres. Vamos disseminar informações, promover diálogos e apoiar iniciativas que visem a proteção e o empoderamento das mulheres. Juntos podemos construir uma sociedade mais justa e igualitária.

Vamos levantar nossas vozes contra a violência! Denuncie, ligue 180. A prevenção começa com o conhecimento e a discussão desses temas.

Fotos: Reprodução