Dia Internacional da Lua: marca o primeiro pouso humano na superfície lunar e promove a utilização pacífica e sustentável do espaço sideral

Bernadete Alves
Chegada do ser humano à Lua na missão espacial Apollo 11 faz 56 anos

O Dia Internacional da Lua, nosso único satélite natural, é celebrado anualmente no dia 20 de julho e foi implementado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2001.  Uma data para ser observada anualmente, em sua resolução76/76 sobre “Cooperação internacional nos usos pacíficos do espaço sideral” em 2021.

Este dia celebra o aniversário do primeiro pouso humano na Lua, como parte da missão lunar Apollo 11, em 1969, um  grande marco para a humanidade, os astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin, dos Estados Unidos, pisaram na lua enquanto Michael Collins ficou em órbita no módulo de comando. A data foi proclamada com o objetivo de aumentar a consciência sobre a exploração e utilização sustentável da Lua e promover utilização pacífica do espaço exterior através da cooperação internacional.

Chegada do ser humano à Lua na missão espacial Apollo 11 faz 56 anos neste 2025. Mais do que lembrar a primeira caminhada humana na Lua, a data tem como objetivo destacar as realizações de todos os países na exploração lunar e promover o debate sobre a utilização sustentável do satélite natural da Terra e ter um olhar histórico e científico para o céu aumentando a conscientização pública sobre o papel do astro na ciência, na cultura e no avanço espacial.

Ao longo da história, a Lua exerce fascínio sobre a humanidade, servindo de inspiração para mitos, calendários e estudos astronômicos. Sua observação se intensificou com a invenção do telescópio. No século XX, a corrida espacial transformou esse interesse milenar em ação concreta: a Lua se tornou destino de diversas missões não tripuladas e, posteriormente, de voos com astronautas.

De acordo com a ONU, o avanço de novas explorações lunares — incluindo a previsão de bases permanentes na superfície — torna a celebração global “não apenas um lembrete do sucesso do passado, mas um testemunho anual de empreendimentos futuros”.

Nascimento da Lua

Bernadete Alves
Dia Internacional da Lua: riscos atuais e necessidade da utilização pacífica e sustentável do espaço sideral

A Lua é mais antiga do que se imaginava, segundo um estudo publicado na Revista Nature, em dezembro de 2024. Alessandro Morbidelli, professor do Collège de France, Thorsten Kleine, do Instituto Max Planck, e Francis Nimmo, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, concluíram que o satélite da Terra pode ter cerca de 4,35 bilhões de anos — aproximadamente 55 milhões de anos após a formação do Sistema Solar, e não 200 milhões, como se acreditava anteriormente.

Milhões de anos depois, o astro teria adquirido sua primeira crosta. Já em seu processo de afastamento da Terra, a Lua transitou de uma órbita alinhada ao equador terrestre para outra, inclinada em relação à órbita da Terra ao redor do Sol.

Durante esse processo de realinhamento orbital, o corpo celeste passou por erupções vulcânicas que alteraram parte de sua superfície.

Riscos atuais

Bernadete Alves
Dia Internacional da Lua: marca o primeiro pouso humano na superfície lunar e promove a utilização pacífica e sustentável do espaço sideral

Pela primeira vez, um local fora da Terra foi listado como vulnerável pelo World Monuments Fund, uma organização internacional sem fins lucrativos que a cada dois anos destaca 25 locais patrimoniais em risco.

O grupo incluiu a Lua em sua lista Watch 2025 devido ao início de uma nova era espacial e ao fato da Lua abrigar mais de 90 locais históricos lunares relacionados à presença da humanidade, de acordo com um comunicado da entidade. O local de pouso preserva a pegada do astronauta Neil Armstrong, além de mais de 100 outros artefatos da missão Apollo 11, segundo o Fundo.

“A inclusão da Lua ressalta a necessidade universal de estratégias proativas e cooperativas para proteger o patrimônio — seja na Terra ou além — que reflita e salvaguarde nossa narrativa coletiva”, acrescentou.

Bernadete Alves
Lua: satélite natural que fascina

Por milhares de anos, civilizações humanas olharam para o céu, refletindo sobre a origem e os mistérios da Lua – nosso único satélite natural. Observações terrestres, possibilitadas pela invenção dos primeiros telescópios, abriram um novo capítulo na nossa compreensão da nossa companheira celeste.

Com o surgimento das atividades espaciais, a Lua se tornou o destino final de inúmeras missões, incluindo voos tripulados que trouxeram as primeiras pegadas humanas para outro lugar no universo.

À medida que os esforços de exploração da Lua continuam tomando forma com planos ambiciosos, esta celebração global servirá não apenas como um lembrete do sucesso do passado, mas como um testemunho anual de empreendimentos futuros.

Desde o início da Era Espacial, as Nações Unidas reconheceram que o espaço sideral acrescentou uma nova dimensão à existência da humanidade. A família das Nações Unidas se esforça continuamente para utilizar os benefícios únicos do espaço sideral para o bem de toda a humanidade.

Reconhecendo o interesse comum da humanidade no espaço sideral e buscando responder a perguntas sobre como o espaço sideral pode ajudar a beneficiar os povos da Terra, a Assembleia Geral adotou sua primeira resolução relacionada ao espeço sideral, a resolução 1348 (XIII) intitulada “Questão do Uso Pacífico do Espaço Sideral”.

Em 10 de outubro de 1967, a ” Carta Magna do Espaço “, também conhecida como Tratado sobre Princípios que Regem as Atividades dos Estados na Exploração e Uso do Espaço Exterior, incluindo a Lua e Outros Corpos Celestes, entrou em vigor.

Atualmente, o Escritório das Nações Unidas para Assuntos do Espaço Exterior (UNOOSA) é o escritório das Nações Unidas responsável por promover a cooperação internacional nos usos pacíficos do espaço exterior. UNOOSA atua como secretaria do único comitê da Assembleia Geral que trata exclusivamente da cooperação internacional nos usos pacíficos do espaço exterior: o Comitê das Nações Unidas para os Usos Pacíficos do Espaço Exterior (COPUOS).

A UNOOSA também é responsável por implementar as responsabilidades do Secretário-Geral sob o direito espacial internacional e manter o Registro das Nações Unidas de Objetos Lançados no Espaço Exterior.

Fotos: Reprodução