Colina: nutriente essencial para o funcionamento do cérebro e controle muscular

Assim como a alimentação é essencial para o bom funcionamento do organismo, fazer uma boa escolha na hora de compor o prato também favorece a saúde cerebral. Aliás, o cérebro e o corpo estão completamente interligados e exigem a mesma manutenção para se manter saudáveis.
Segundo o neurologista Fabio Porto, do Hospital das Clínicas de São Paulo, uma alimentação balanceada e um bom trato digestivo que consiga digerir e absorver adequadamente o máximo de nutrientes são essenciais para a manter a saúde cerebral em dia. Como o cérebro é um órgão que tem poucas reservas de nutrientes, é importante investir em uma dieta equilibrada e rica em um nutriente essencial para o desenvolvimento e funcionamento do cérebro: a colina.
A colina é um nutriente pouco conhecido, mas muito importante para todos. É essencial pois desempenha diversas funções importantes no organismo, sendo crucial para o desenvolvimento e funcionamento do cérebro, especialmente durante a gestação e a infância.
Ela está ligada a diversos processos vitais, como a produção de energia a partir de gordura, a transmissão de mensagens do cérebro aos músculos e o desenvolvimento cerebral de crianças. A habilidade da colina de mover as gorduras para fora do fígado para convertê-las em energia é única.

A colina é uma das vitaminas do Complexo B (B8, especificamente). Em nosso corpo, ela é encontrada principalmente nas membranas celulares e no neurotransmissor acetilcolina. Em ambos os casos, a manutenção de níveis adequados é importante para o funcionamento ideal de uma série de processos no organismo.
Além de sua importância para o cérebro, a colina contribui para a saúde cardiovascular, ajuda a transportar e metabolizar gorduras no fígado, prevenindo o acúmulo excessivo de gordura e o desenvolvimento de doenças hepáticas, como a esteatose hepática e contribui para a memória, aprendizado e outras funções cognitivas.
A colina pode ser obtida através da alimentação e, em alguns casos, da suplementação. Alimentos ricos em colina incluem:

- Nozes e sementes oleaginosas
- Ovos (especialmente a gema)
- Fígado de frango
- Carnes vermelhas
- lentilha e grão-de-bico
- Peixes (salmão, atum, sardinha)
- Frutos do mar
- Legumes (couve-flor, brócolis e linhaça)
A colina, componente do complexo B, é importante para a memória na idade adulta, pois protege as membranas celulares do sistema nervoso. É importante consumir alimentos ricos em colina para preservar os neurônios e aumentar a produção de acetilcolina, um neurotransmissor que melhora o poder cerebral, incluindo memória, capacidade de aprendizagem e humor.

A dica é incluir ovos na dieta, afinal a clara contém 0,4 mg de colina, enquanto a gema contém 116 mg. Uma ingestão adequada desses alimentos garante a manutenção dos níveis necessários de colina no organismo.
O ideal é sempre obter o nutriente pela alimentação, já que não é difícil encontrá-lo, mas, caso haja deficiência, pode ser recomendada a suplementação, sempre sob orientação médica ou de nutricionista.
Para adultos, a ingestão diária recomendada de colina varia de 425 a 550 mg por dia, dependendo do gênero e de outras condições específicas.
A deficiência de colina pode levar a problemas de saúde, como danos musculares, distúrbios da memória e doenças hepáticas. Por outro lado, o consumo excessivo de colina também pode causar efeitos colaterais, como odor corporal forte e problemas gastrointestinais. Por isso, é importante manter uma dieta equilibrada e, se necessário, consultar um profissional de saúde para determinar a necessidade de suplementação de colina.

A Colina atua na formação de neurotransmissores, como a acetilcolina, que é fundamental para a memória, aprendizado e controle muscular. Além disso, ela participa do metabolismo de lipídios, ajudando na remoção de gordura do fígado e prevenindo doenças hepáticas.
Ao longo da vida, a Colina auxilia na preservação da memória, modulação de expressões genéticas, sinalizações da membrana celular, transporte e metabolização de lipídios, controle dos músculos, controle do humor e reparação das células.

Estudos comprovam que uma dieta alimentar rica em colina pode diminuir em até 24% o risco de câncer de mama em mulheres. A razão pode ser o papel essencial do nutriente para a proteção da integridade celular e prevenção de danos ao DNA.
Geralmente, recomenda-se tomar colina após diagnóstico de deficiência vitaminosa grave ou em eventuais danos sofridos pelo organismo. Para todos os efeitos, é melhor evitar o tratamento preventivo, com remédios e suplementos. Apenas o médico pode identificar essa necessidade e prescrever o medicamento certo para cada caso.
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