Vidas perdidas para a Covid-19 ultrapassam um milhão

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O mundo atingiu a marca de 1 milhão de mortes causadas pela covid-19, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins, na segunda-feira, 28. Segundo a instituição americana, são 1.000.555 vidas perdidas desde o início da pandemia.

A covid-19 está presente na maioria dos países do mundo, mas apenas cinco deles concentram mais de 50% do 1 milhão de mortes: Estados Unidos, Brasil, Índia ,México e Reino Unido.Os EUA lideram o número de óbitos (205.031), seguidos pelo Brasil (142.058), Índia (95.542), México (76.430) e Reino Unido (42.090).

Os dados da Johns Hopkins mostram que, ao todo, já são mais de 33 milhões de casos de covid-19 no mundo. Os EUA, mais uma vez, lideram a contagem (7,14 milhões), seguidos por Índia (6,07 milhões), Brasil (4,74 milhões); Rússia (1,15 milhão) e Colômbia (818 mil).

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Vidas perdidas para a Covid-19 ultrapassam um milhão e o Brasil é o 2º no mundo

Apesar de existir em alguns lugares uma sensação de que a pandemia está de alguma forma sob controle, com o fim da quarentena em diversos países e a retomada de grande parte das atividades econômicas, as estatísticas mostram que o coronavírus continua tão contagioso e tão letal como estava no começo da pandemia.

O número de mortes causadas pelo Sars-Cov-2 (o vírus responsável pela atual covid-19) excede o de epidemias de vírus que surgiram no século XXI.

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Vidas perdidas para a Covid-19 ultrapassam um milhão no mundo

A crise humanitária se desdobrou em crise econômica e acentuou as desigualdades sociais, a ciência foi colocada em dúvida por alguns governantes nas redes sociais.

Enfrentar o coronavírus é um desafio de todos nós. Adotar as medidas de prevenção para proteger a quem a gente ama e a nós mesmos, é um gesto de inteligência e humanidade.

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Estatisticas apontam que o coronavírus está longe do fim e representa uma combinação de condições biológicas, negligência política e demora para agir.

O diretor de pesquisa da Universidade de Melbourne, na Austrália, Alan Lopez, que estuda o impacto de doenças, afirma que a quantidade de mortos é quase o dobro do que foi divulgado pela americana Johns Hopkins e que até o final deste ano a Covid-19 deve matar quase 3 milhões de pessoas.

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Michael Ryan, diretor-executivo do programa de emergências de saúde da Organização Mundial de Saúde (OMS), disse nesta segunda-feira,  em uma entrevista coletiva na sede da OMS em Genebra,  que os números atuais de infecções e mortes pelo novo coronavírus em todo o mundo provavelmente estão subnotificados.

O executivo chamou a atenção para diferentes maneiras de registros de certificados de óbitos utilizados em todo o mundo, que dificultam ainda mais uma contagem padronizada de ocorrências.

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Michael Ryan, diretor-executivo do programa de emergências de saúde da OMS

Ryan também enfatizou que os países que investem muito no rastreamento de doenças respiratórias, incluindo aqueles que melhoram suas capacidades laboratoriais e clínicas, estão fazendo um bom trabalho na resposta do COVID-19.