Ceilândia: 50 anos de progresso, tradições e acolhimento

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Ceilândia: 50 anos de progresso, tradições e acolhimento

A cidade berço dos nordestinos no planalto central foi oficialmente criada em 27 de março de 1971 na gestão do então governador Hélio Prates, para regularizar a CEI, Campanha de Erradicação de Invasões, com 80 mil habitantes irregulares na época, provenientes das vilas Bernardo Sayão, Colombo, IAPI, Esperança, Morro do Querosene e Tenório.

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Ceilândia: 50 anos de progresso, tradições e acolhimento


A cidade foi pensada para abrigar os trabalhadores que participaram da construção da nova capital, muitos deles vindos do Nordeste, que trouxeram na bagagem as tradições e memórias de seus estados.


Após a fundação de Ceilândia, o crescimento populacional foi motivado pelo acolhimento de mais pessoas vindas de outros estados em busca de trabalho e novas oportunidades. De acordo com levantamento realizado pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), a população de Ceilândia hoje é de 432.927 pessoas.


O símbolo da comunidade é a Caixa D’ Água inaugurada em 1974,com 27 metros de altura e capacidade para 500 mil litros de água. Até hoje continua se destacando como ponto de referência dos moradores e visitantes. O monumento foi reconhecido em 2013 como patrimônio histórico do DF.

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Caixa D’Água, cartão postal de Ceilândia-DF

Ceilândia é berço de repentes, cantadores, poetas e violeiros, que celebram neste dia a veia nordestina que enriquece a cultura local. Como o poeta e professor Alex Canuto de Melo, o Sabiá Canuto; e Manoel de Sousa Rodrigues, cordelista e radialista conhecido como Zé do Cerrado e gerente da Casa do Cantador.


O ceilandense é festeiro, caloroso e cheio de tradições. Suas cantorias realizadas nas praças e calçadas de Ceilândia, chamou a atenção do poder público que resolveu preservar toda esta riqueza com um espaço à altura das manifestações artísticas existentes na região.

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Casa do Cantador, Ceilândia -DF

Assim surgiu em 1986 a Casa do Cantador, um dos maiores centros culturais da região. Único projeto de Oscar Niemeyer fora do Plano Piloto,com inspiração na canção Asa Branca, de Luiz Gonzaga, a casa é considerada o Palácio da Poesia e da Literatura de Cordel no Distrito Federal. Na casa funciona a Cordelteca João Melchiades Ferreira, batizada em homenagem ao autor de uma das versões mais populares do famoso cordel “Romance do Pavão Misterioso”. A biblioteca dedicada exclusivamente à literatura nordestina possui acervo de mais de 1500 exemplares de cordéis e livros raros.

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Casa do Cantador, Palácio da Poesia e da Literatura de Cordel, no Distrito Federal


A região administrativa mais populosa do Distrito Federal foi festejada de várias formas: melhorias na mobilidade urbana e limpeza, combate dos crimes contra a vida e patrimônio, proporcionadas pelo GDF, bolo e painel de cores vibrantes. Em função da pandemia, a homenagem foi realizada com bolo simbólico no centro cultural, por professoras da Biblioteca Pública de Ceilândia Carlos Drummond de Andrade, em parceria com a Gerência de Cultura da Administração Regional.

Os grafiteiros de Ceilândia Elom Cordeiro e Rivas Alves se uniram para homenagear a cidade com a pintura de um painel de cores vibrante no muro externo da administração da cidade.


Curiosidades sobre a cinquentona

  • O projeto urbanistico é do arquiteto Ney Gabriel de Souza. São dois eixos cruzados em ângulo de 90 graus, formando a figura de um barril.
  • O nome Ceilândia vem da sigla CEI (Campanha de Erradicação de Invasões). O nome une a sigla ao sufixo lândia que significa lugar, terra.
  • A primeira família assentada foi na QNM 23, Conjunto P, lote 12, em Ceilândia Sul.
  • O primeiro ceiandense nasceu em 2 de abril de 1971 e foi registrado com o nome de Clébio Danton Melo Pontes
  • A cidade é a única região administrativa a ter um monumento do famoso Oscar Niemeyer, a Casa do Cantador.
  • Ceilândia tem 385 búfalos, a maior criação do Distrito Federal.

Parabéns Ceilândia pelos 50 anos! Continue pujante e crescendo a passos largos com sua economia própria.

Fotos: Divulgação e Arquivo Público – DF