Dia Mundial de Combate ao Câncer: todos juntos na luta pela vida

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O Dia Mundial de Combate ao Câncer, lembrado neste 8 de abril, foi criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para que organizações ao redor do planeta se reúnam em prol da prevenção dos vários tipos de câncer, além de dar força aos pacientes que lutam contra esta doença.


Esta data é importante para a conscientização da população
sobre os impactos da pandemia no tratamento da doença, ao mesmo tempo em que foca os esforços na constante pesquisa e desenvolvimento de novos tratamentos que irão ajudar os pacientes com câncer a viver mais e melhor.


O câncer, também conhecido por neoplasia, é a 2ª doença que mais mata pessoas em todo o mundo e também no Brasil. Informar as pessoas sobre a importância de consultar sempre médicos e estar atento à saúde, evita essa terrível doença.

As causas para o surgimento do câncer podem ser as mais variadas possíveis, desde motivos externos – como o ambiente, costume ou hábitos que o indivíduo possui – até fatores internos, como características geneticamente predeterminadas.

Segundo dados o Instituto Nacional de Câncer Inca), o Brasil teve 626.030 novos casos em 2020. Os números demonstram a importância da união de todos em prol da vida e isso começa pelos exames preventivos e mudanças de hábitos e de estilo de vida que ajudam na prevenção da doença.

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Dia Mundial de Combate ao Câncer: a prevenção é o melhor remédio

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer – INCA, os tipos de câncer que mais atacam os brasileiros são:

  • câncer de pele
  • câncer de próstata
  • câncer de mama
  • câncer de cólon e reto
  • câncer de pulmão
  • câncer de estômago

Hábitos que ajudam a prevenir o câncer

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Cigarro é fator de risco para agravamento da Covid-19

Parar de fumar (ou nem começar) é fator primordial na prevenção do câncer. O fumo libera mais de 4.700 substâncias tóxicas e cancerígenas no organismo e isso faz com esse hábito seja um fator de risco para o câncer na cavidade oral, laringe, faringe, esôfago e mama.

O tabagismo é fator de risco para o coronavírus: parar de fumar ou diminuir para não mais do que quatro cigarros por dia pode ajudar, diz o cardiologista Nabil Ghorayeb, doutor em Cardiologia e médico do HCor. A pessoa também deve evitar a ingestão de bebidas alcoólicas – o consumo dessas substâncias, em qualquer quantidade, aumenta o risco de desenvolver câncer. Misturar bebidas com cigarro, as chances de o câncer aparecer são maiores ainda dizem os especialistas. Para sua saúde diga NÃO ao cigarro.


De acordo com o Ministério da Saúde, frutas, legumes, verduras e cereais integrais, por exemplo, são alimentos que ajudam na prevenção do câncer, quando incluídos em uma dieta variada e equilibrada. Assim como a prática de exercícios físicos, seja fazendo caminhadas ou aulas de dança, trocando o elevador pelas escadas ou mesmo cuidando da casa ou do jardim. Esses dois hábitos também contribuem para evitar um fator de risco importante para o câncer: a obesidade.

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Oncologista Carlos Gil Ferreira, presidente do Instituto Oncoclínicas

O Doutor Carlos Gil Ferreira, membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, primeiro profissional de fora dos Estados Unidos a receber da American Society of Clinical Oncology (ASCO) o Partners in Progress Award em maio de 2020, pelo seu importante legado para a oncologia nacional e mundial, diz que com a pandemia do novo coronavírus, o combate à doença ganhou novas perspectivas.


“De um lado, houve uma redução nas cirurgias e exames preventivos, num primeiro momento por recomendação dos próprios médicos e depois, quando clínicas e hospitais estavam mais preparados, os pacientes recuaram por medo de contrair o vírus”. Segundo o Dr. Carlos Gil Ferreira, durante a pandemia muitos pacientes deixaram de fazer exames, o que causou um retardo nos diagnósticos. Por outro lado, foram descobertos casos de câncer de pulmão em pessoas que não se imaginavam com câncer, mas fizeram exames por conta do Covid19 e anteciparam o diagnóstico da doença.

O doutor em Oncologia Experimental e pesquisador diz que a pandemia poderá impactar nos tratamentos porque muitos estudos clínicos para novos medicamentos foram suspensos ou adiados. “A indústria farmacêutica vai mudar e isso irá repercutir na oncologia. Já houve impacto na pesquisa básica e os estudos de bancada foram retirados”, diz o especialista Carlos Gil Ferreira, presidente do Instituto Oncoclínicas e diretor científico do Grupo Oncoclínicas no Brasil.


O primeiro brasileiro a receber o Partners in Progress da ASCO, devido a sua larga experiência em câncer de pulmão e atuação no desenvolvimento de medicamentos oncológicos, testes diagnósticos, políticas de saúde e inovação, Dr. Carlos Gil, lembra que se alguns estudos ficaram suspensos, outros podem avançar.

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Dia Mundial de Combate ao Câncer: todos juntos na luta pela vida

A boa notícia é que cientistas do Centro Nacional de Nanociência e Tecnologia da China (NCNST) desenvolveram um hidrogel para entregar uma vacina de mRNA com um adjuvante imunoestimulante. Quando injetada em camundongos com melanoma, a vacina permaneceu ativa por pelo menos 30 dias, inibindo o crescimento do tumor e evitando metástases. O estudo foi publicado no jornal Nano Letters, da American Chemical Society .


“Os resultados mostraram que o sistema de entrega de hidrogel tem potencial para ajudar as vacinas de mRNA a alcançar efeitos antitumorais de longa duração como a imunoterapia contra o câncer. Ou seja, o hidrogel libera lentamente nanovacinas de mRNA, que ‘escolhe’ os tumores cancerosos e os impede de crescer”, diz o oncologista Carlos Gil Ferreira. “Sem dúvida, é uma perspectiva animadora para o tratamento do câncer”, afirma o Editor do Livro Oncologia Molecular (ganhador do Prêmio Jabuti em 2005) e Editor Geral da Série Câncer da Editora Atheneu. Dr. Gil Já publicou mais de 100 artigos em revistas internacionais.

Mulheres devem ter cuidados especiais para prevenir o câncer

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Dia Mundial de Combate ao Câncer: todos juntos na luta pela vida

Câncer de colo de útero – a vacinação de meninas de 9 a 13 anos contra o HPV e a realização periódica do exame Papanicolau são as estratégias indicadas.

Câncer de ovário – exemplos de práticas que podem ser usadas, desde que com orientação e indicação médica, são o uso de anticoncepcionais orais e as cirurgias ginecológicas (laqueadura tubária e histerectomia).

Câncer de mama – não pode ser prevenido, mas é possível diagnosticá-lo precocemente. Para isso, é recomendável que a mulher se consulte regularmente com seu ginecologista e esteja atenta a qualquer alteração nas mamas. Além disso, mulheres acima dos 40 anos devem realizar a mamografia periodicamente. Para as mais jovens, o ginecologista pode utilizar de outros exames para avaliar a saúde das mamas.

Todo dia é dia de prevenção. Cuidar da saúde é um gesto de amor.

Fotos: Divulgação e Istock Getty Images