Deputada Julia Lucy se manifesta sobre a representação do chefe de gabinete da Administração do Gama

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Edifício Sede da Câmara Legislativa do DF

O chefe de gabinete da Administração Regional do Gama, Cleider de Faria Paiva, protocolou nesta terça-feira, dia 4, uma representação contra a deputada distrital Julia Lucy, do Novo, à Mesa Diretora da Câmara Legislativa do DF. Ele alega que teria ocorrido quebra de decoro parlamentar por suposta incitação à violência contra servidores públicos que cobrarem propina.

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Deputada Distrital Julia Lucy, Novo/DF

A deputada distrital Julia Lucy explica que agentes corruptos mancham as corporações que fazem parte, aterrorizam as pessoas por meio de ameaças e violências físicas e provocam danos muitas vezes irreparáveis ao erário.

“Não podemos ser coniventes com nenhum tipo de situação de corrupção. O DF já sangrou muito por isso e recebo diariamente no meu gabinete uma série de denúncias que são devidamente investigadas e levadas adiante. Cobrança de propina, ameaça aos pequenos comerciantes e empreendedores, criação de dificuldades para vender facilidades são técnicas há muito tempo utilizadas no Brasil e que somente colocam as pessoas em uma situação de medo e impotência, pois são os pequenos que mais sofrem e não sabem a quem recorrer. Por isso, as pessoas não podem mais abaixar a cabeça e precisam se defender de qualquer tipo de situação de roubo ou exploração”. Sobre o uso das expressões “meter o pau” e “descer o cacete” a deputada diz que “expressões como “meter o pau”, “colocar a boca no trombone” ou “descer o cacete” têm sentido conotativo, figurado, metafórico”.

Para a deputada, essas expressões dizem respeito a “denunciar algo que não está certo, gritar ou revelar algo que se saiba para todo mundo. Pode se dizer também que quem põe a boca no trombone é uma pessoa que não quer guardar segredo. Descer o cacete é não aceitar, é denunciar, é gritar aos quatro cantos e não ser conivente nem participar do ato que gera malversação do dinheiro público e todas as consequências da corrupção que é o câncer do Brasil e do mundo”.


A deputada Julia Lucy diz que o seu gabinete 23, na Câmara Legislativa, sempre esteve aberto para receber denúncias e fiscalizar o poder público e este cuidado é permanente.