Sintomas de infarto em mulheres não são muito claros, diz OMS

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O infarto do miocárdio nas mulheres muitas vezes é ignorado porque os sintomas são diferentes dos homens


A morte da campeã brasileira de Muay Thay, Monique Janaina Piske, de infarto fulminante aos 32 anos, ocorrido no domingo, dia 2,em Guaramirim, em Santa Catarina, acende o alerta sobre a doença.


O que leva uma atleta jovem perder a vida de forma fulminante? Monique lutava desde 2018 fez história no estado ao se torar a primeira lutadora a desfilar sua habilidade no Portuários Stadium, o maior estádio da arte marcial no país.

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Monique Piske, campeã brasileira de muay thay, morre de infarto aos 32 anos

Mais que isso, ela deu conta do recado e conseguiu a primeira colocação, ficando com o cinturão da categoria 70 kg. Além do título nacional, a atleta também foi bicampeã estadual de muay thai, além de ter conquistado títulos na “Copa do Brasil de Kickboxing” e no “Joinville Fight Night de MMA”.


O infarto do miocárdio nas mulheres muitas vezes é ignorado porque os sintomas são diferentes dos homens e chegam a ser confundidos com estresse mental, emocional e psicossomático.


Mal-estar indefinido
Angústia
Dificuldade para respirar
Sudorese fria
Dor no estômago
Náusea
Dor na mandíbula

Segundo o cardiologista Roberto Botelho, como os sintomas não são tão claros, as mulheres acabam não buscando ajuda médica. A cada 30 minutos de atraso, aumenta em 7% a mortalidade anual. Por isso o atendimento rápido é fundamental para salvar vidas.


Estamos habituados a aprender que o sintoma de infarto é aquela dor no peito que vai para mandíbula e irradia pro braço. Isso é verdade na maioria dos homens. Na mulher não é bem assim. Ela não traz o sintoma clássico, ela vem com uma angústia mal definida, uma falta de ar sem explicação. Por isso ela procura atendimento tardiamente”, alerta o cardiologista Roberto Botelho.

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O cardiologista também alerta para os comportamentos de risco, como o tabagismo e o sedentarismo. “Isso tudo contribui para os fatores de risco do infarto: hipertensão, colesterol ruim e diabetes”.


As doenças cardiovasculares já se tornaram a principal causa de morte entre as mulheres, de acordo com o Ministério da Saúde. São registrados 20 mil óbitos por ano decorrentes de problemas cardiovasculares – a primeira causa de morte é o AVC (Acidente Vascular Cerebral) e a segunda é o infarto.


Entre as brasileiras, principalmente as que estão acima dos 40 anos, as doenças do coração chegam a representar 30% das causas de morte, a maior taxa da América Latina.


O aumento de eventos cardiovasculares em mulheres é consequência do envelhecimento da população e das mudanças no estilo de vida. “A mulher acumula funções. Ela trabalha fora, cuida da casa e da família. O ritmo acelerado a expõe a muito estresse e favorece hábitos pouco saudáveis, como sedentarismo e má alimentação”, diz a Dra. Magaly Arrais, cirurgiã cardíaca do HCor.

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Sintomas de infarto em mulheres são diferentes dos homens e chegam a ser confundidos com outras patologias


Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares são responsáveis por 1/3 de todas as mortes de mulheres no mundo, o equivalente a cerca de 8,5 milhões de óbitos por ano, mais de 23 mil por dia.


A Associação Americana de Cardiologia
apontou que a sobrevida depois do infarto é de 8,2 anos para homens e apenas 5,5 anos para mulheres. E o risco de um segundo infarto é de 17% em homens e 21% em mulheres.


O infarto do miocárdio nas mulheres muitas vezes é ignorado porque os sintomas são diferentes dos homens e chegam a ser confundidos com estresse mental, emocional e psicossomático.


Fotos: Divulgação e Reprodução