Paineira rosa: uma simbiose entre o concreto e o verde de Brasília

Brasília é toda especial. Além de ter um museu a céu aberto, de ser Patrimônio Cultural da Humanidade, de ter o céu mais lindo do Brasil e um horizonte que encanta, fica colorida o ano todo. Aqui, todo dia é dia de contemplar as árvores floridas.
É a capital do país ornamentada pela natureza. Uma simbiose entre o concreto e o verde de Brasília.

As árvores se destacam pela exuberância das flores, pela densidade, quantidade, tamanho e coloração. A de plantão neste mês de maio é a Paineira Rosa. Com aparência arredondada, a paineira é popularmente conhecida como barriguda. Uma homenagem a todas as mães.

Seu nome científico é Ceiba speciosa e pode chegar a 20 metros de altura. Seu tronco normalmente é espinhoso quando ainda é jovem e vai perdendo os espinhos na medida em que cresce. Suas folhas são palmadas, e possuem a coloração verde clara. A aparência de “barriga” no caule, na verdade, funciona como uma reserva de água, dado o clima seco do cerrado.


Paineira rosa é uma planta ornamental típica de áreas secas da América do Sul. A árvore rechonchuda e espinhenta está em todos os cantos do Distrito Federal. É uma planta que chama a atenção por sua beleza. Tem um porte majestoso e uma copa arredondada, que enfeita a cidade quando está florida. Além disso, é uma árvore resistente.


Segundo a Companhia Urbanizadora da Nova Capital a paineira é uma árvore caducifólia, ou seja, todas as suas folhas caem de uma vez, geralmente antes da floração, que ocorre no verão e no outono. No mês de maio Brasília começa a ficar colorida pelas barrigudas. Suas flores são grandes, com cinco pétalas róseas, que podem variar de tonalidade de região para região. Há também uma variedade menos comum, com flores brancas.



Seus frutos são cápsulas verdes grandes, com formato oval, que servem de alimento para muitas espécies de pássaros e insetos. Quando maduros, entre agosto e setembro, arrebentam, apresentando as sementes envoltas pela paina, daí o nome paineira, uma fibra branca, fina e sedosa, que auxilia na flutuação e disseminação das sementes ao serem levadas pelo vento.

O solo embaixo das paineiras fica coberto pela paina, dando a impressão de que é neve. Sobre a vegetação seca do cerrado da capital federal, essa espécie de algodão faz o contraste entre o branco e o marrom. A ‘neve do cerrado’, no Plano Piloto atiça a imaginação dos moradores. No Distrito Federal, existem cerca de 60 mil árvores desta espécie, conforme a Novacap.

A paina, ou algodão de paineira, era bastante utilizado no interior do país para o preenchimento de colchões, travesseiros, almofadas, pelúcias, e como forro para selas de montaria.

Graças a Novacap, a capital do país fica colorida o ano inteiro. São centenas de espécies de árvores que proporcionam um arco-íris de cores. Ipês nos tons roxo, amarelo, rosa e branco, flamboyants, paineiras, aroeira-vermelha, quaresmeiras, sibipiruna, jequitibá-vermelho, bougainville, cambuís, magnólias, pata-de-vaca, jacarandá mimoso, entre outras tantas árvores, dão um contraste especial a fenomenal arquitetura, em diferentes cores e formatos.

As árvores são desenvolvidas no Viveiro 2 da Novacap, no Setor de Oficinas Norte, e passam por pesquisas e experimentos agronômicos até serem plantadas pelas avenidas e áreas residenciais do Plano Piloto e das regiões administrativas.

As árvores plantadas proporcionam beleza única aos espaços públicos, garantem sombra para amenizar o calor do cerrado e, nas superquadras, funcionam como barreira para o barulho que vem do comércio.

Além do mais elas purificam o ar, proporcionam sombra, abrigam a fauna, as aves, atenuam a luminosidade excessiva da capital, melhoram a umidade do ar, reduzem a ação dos ventos, diminuem ruídos e impactos sonoros e proporcionam conforto ambiental.

Fotos: Reprodução Árvores do Cerrado













