Alimentação equilibrada desde a infância é essencial para vida adulta saudável

Alimentação saudável é um dos passos para o autocuidado, bem-estar e qualidade de vida. Decisão que enfatiza a importância do descascar mais e desembalar menos, porque além da saúde pessoal, cuida-se também da saúde do planeta por gerar menos resíduos não degradáveis.
Segundo o Ministério da Saúde é um processo de conscientização e de vontade como por exemplo:

- Planejar o uso do tempo para dar à alimentação o espaço que ela merece;
- Fazer dos alimentos in natura ou minimamente processados, a base da alimentação;
- Desenvolver, exercitar e partilhar habilidades culinárias;
- Utilizar óleos ou gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades ao temperar e cozinhar alimentos;
- Limitar o consumo de alimentos processados e evitar os ultraprocessados;
- Ser crítico quanto às informações, orientações e mensagens sobre alimentação, veiculadas em propagandas comerciais;
- Dar preferência , quando fora de casa, a locais que servem refeições feitas na hora;
- Comer com regularidade e atenção em ambientes apropriados e sempre que possível, com companhia;
- Fazer compras em locais que ofertem variedade de alimentos in natura ou minimamente processados.

A criação de hábitos alimentares das crianças é um processo que vai muito além de apenas não gostar de comer algo é um aprendizado que deve começar cedo. Nos primeiros 2 anos de vida é quando as preferências alimentares são formadas. Essas experiências nutricionais afetam diretamente o comportamento alimentar, que por sua vez está ligado à saúde geral, bem-estar e à formação de obesidade.
A introdução de alimentos saudáveis na infância, por meio de ofertas de alimentos balanceados, ricos em fibras e vitaminas e evitando pressões excessivas sobre alimentação, são recomendações de especialistas da área da psicologia, para evitar que na vida adulta prevaleça o paladar infantil sensível.

A alimentação saudável na infância é capaz de favorecer o desenvolvimento infantil, aumentar a imunidade, melhorar a aprendizagem e o sono, além de proporcionar muitos outros benefícios que podem refletir durante toda a vida.
Garantir uma infância feliz, segura e saudável para os filhos é objetivo das mães, e a alimentação é uma parte importante dessa trajetória. Ter um cuidado especial com o que vai no prato dos filhos é um fator decisivo para o desenvolvimento deles, e que também traz benefícios a longo prazo ao lado de outros hábitos saudáveis.

Incentivar os pequenos a terem bons hábitos alimentares fortalece o corpo contra doenças, aumentando a imunidade e o desenvolvimento de um paladar diversificado. Porém, algumas pessoas não conseguem manter uma dieta equilibrada e possuem aversão a sabores, limitando o consumo a alimentos pobres em nutrientes.
Comportamentos como esse podem se enquadrar como paladar infantil, comum em crianças, que consomem biscoitos, sorvetes e guloseimas; bolos, cereais matinais; salgadinhos “de pacote”; refrescos e refrigerantes; achocolatados; iogurtes e bebidas lácteas adoçadas; e tantos outros alimentos ultraprocessados.
Eles não são recomendados pela quantidade de carboidratos, gorduras saturadas, açúcar e sódio. E são pobres em vitaminas e minerais, e contêm ingredientes pouco conhecidos e que não são recomendados pelos nutricionistas.
Quem consome muito estes alimentos quando chegam na fase adulta apresentam paladar sensível e costumam evitar o consumo de alimentos como verduras, legumes e frutas, e isso pode causar sérios problemas de saúde e doenças crônicas, como diabetes e obesidade.

Se a criança é acostumada a comer o que quer e sempre as mesmas coisas, vai se tornar um adulto com aversão alimentos bons para a saúde. A dica dos profissionais de saúde é ” criar um ambiente alimentar positivo, envolver-se na preparação de refeições, introduzir pequenas porções de novos alimentos, incorporando variedade ao cardápio diário”.
Especialistas recomendam experimentar novos sabores para amenizar aversão por certos alimentos. “Estabelecer hábitos alimentares saudáveis desde o início é fundamental para a criança desenvolver seu paladar sem ansiedade”, diz a psicóloga Izabelle Santos, do Hospital Anchieta.

A reeducação alimentar começa pela descoberta de novos sabores e aprendizados para então definir se gosta ou não do que está comendo. A aversão a certos alimentos (paladar sensível) pode ser tratado e prevenido na infância.
Pesquisas realizadas no Brasil, em 2020, apontam que consumir alimentos ultraprocessados aumenta o risco de mortalidade em 25%, atrelada a problemas como obesidade, colesterol alto, síndrome metabólica e doenças cardiovasculares.
A vida agitada, a preguiça de preparar o próprio alimento, a maior oferta de produtos industrializados e os apelos publicitários, contribuem para o crescimento do consumo de alimentos processados e ultraprocessados.

Além do mais, com o aumento da produção de alimentos industrializados, os preços tornam-se mais acessíveis, daí serem consumidos por pessoas de baixa renda, que sofrem prejuízos com a saúde. Em vez de comer a fruta, muitas pessoas optam por sucos industrializados, ricos em açúcar e conservantes.
Evitar os alimentos ultraprocessados, consumir com moderação os processados e dar prioridade aos alimentos in natura é um bom caminho para o bem-estar e qualidade de vida porque além da saúde pessoal, cuida-se também da saúde do planeta.
Fotos: Reprodução













