Céu de maio terá conjunções da Lua com outros astros celestes e chuva de Eta Aquáridas

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Céu de maio terá conjunções da Lua com outros astros celestes e chuva de meteoros

Com o objetivo de resgatar o interesse pela contemplação celeste, o Observatório do Valongo, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), mostra os principais fenômenos que podem ser vistos no céu noturno a cada ano por meio do guia de efemérides astronômicas, produzido desde 2016.

O guia lista mês a mês quais corpos celestes estarão visíveis e qual a melhor forma de procurá-los. Além de trazer explicações simples sobre astronomia. O guia completo, com mapas do céu, pode ser baixado gratuitamente drive.google.com/file/d/1q

O mês de maio vem cheio de fenômenos astronômicos para contemplar no céu noturno. O primeiro é a chuva de meteoros Eta Aquáridas e na sequência a Lua será destaque nas diversas conjunções entre os astros celestes.

A Terra passa por essas trilhas de “sujeira” duas vezes por ano, cada uma delas resultando em uma chuva de meteoros. Uma dessas chuvas é a Eta Aquáridas, que recebe esse nome porque seu radiante é sempre a constelação de Aquário, mais precisamente da estrela Eta Aquarii.

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Eta Aquáridas: a impressionante chuva de meteoros do cometa Halley que atinge seu clímax nesta semana de maio

As Eta Aquáridas derivam dos destroços do Cometa Halley, conhecido cometa que é visível da Terra a cada 76 anos. A máxima atividade da chuva de meteoros Eta Aquáridas deve ser registrada em 5 de maio, mas o fenômeno também pode ser observado alguns dias antes e alguns dias depois. Países da América do Sul estão entre os melhores posicionados para assistir a esse show noturno.

Ela  é conhecida pela rapidez com que os destroços viajam, que pode atingir uma taxa de 238 mil km/h, segundo a Nasa, fazendo com que eles deixem um rastro brilhante que permanece no céu por alguns segundos após o meteoro ter atravessado o céu.

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Conjunção entre Saturno e Júpiter tirada em 8 de dezembro de 2020, na Pensilvânia, EUA

Já a conjunção é um termo utilizado tanto na astrologia quanto na astronomia, e significa que, como vistos de algum lugar (normalmente a Terra), dois corpos celestes aparecem perto um do outro no céu.

A conjunções entre astros, é uma ilusão de ótica, já que eles seguem separados por milhares de quilômetros no espaço. E costuma ser possível observar a olho nu de noite.

A Terra o Sol e a Lua são astros que se movimentam no espaço. Da superfície da Terra podemos ver parte do espaço. Nós conhecemos essa parte com o nome de céu. Os astros e o espaço onde eles estão, formam o Universo.

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Lua faz com que os ciclos climáticos da Terra sejam menos extremos

Os astros que vemos no céu influenciam sobre a vida na Terra. O Sol é a presença central, a fonte da energia que permite a existência de seres vivos em nosso planeta, mas a Lua também desempenha um papel fundamental uma vez que faz com que os ciclos climáticos da Terra sejam menos extremos.

Sua presença estabiliza a Terra que, se não tivesse um satélite tão grande, dançaria como um pião a ponto de cair. As grandes mudanças na inclinação em relação ao Sol fariam com que em períodos relativamente curtos de tempo fosse de um planeta sem calotas polares e até 50 graus mais quente do que é hoje a outro em que os gelos permanentes chegariam até o Marrocos.

Pesquisadores da Nova Zelândia e dos EUA que analisam o passado da vida terrestre observaram que, apesar dessa relativa estabilidade oferecida pela Lua, a biodiversidade flutuou regularmente durante prolongados períodos. Essas mudanças, segundo estudo recém-publicado na revista PNAS, podem ter a ver com os movimentos da Terra em sua viagem pelo cosmos.

Essas mudanças nos movimentos da Terra em relação ao Sol são influenciadas pelas interações gravitacionais com outros planetas, como os gigantes Saturno e Júpiter, mas ao mesmo tempo que segue seu caminho ao redor da estrela, todo nosso sistema viaja pela Via Láctea exposto a outras influências.

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Conjunção entre Lua e Saturno
  • 3/5: Conjunção entre a Lua e Saturno, durante a madrugada, na direção leste;
  • 5/5: Conjunção entre a Lua e Marte, antes do amanhecer, na direção leste. O dia também marca a máxima atividade da chuva de meteoros Eta Aquaridas, que poderá ser observada durante a madrugada na direção leste;
  • 6/5: Conjunção entre a Lua e Mercúrio, antes do amanhecer, direção leste;
  • 12/5: Conjunção da Lua com a estrela Póllux, no começo da noite;
  • 13/5: Urano em conjunção com o Sol;
  • 18/5: Júpiter em conjunção com o Sol;
  • 24/5: Conjunção entre a Lua e a estrela Antares, durante a madrugada. Para estados do Norte, Nordeste, parte do Centro-Oeste e norte de Minas Gerais, uma ocultação lunar desta estrela poderá ser observada;
  • 31/5: Conjunção e ocultação rasante de Saturno pela Lua durante a madrugada. A ocultação lunar deste planeta poderá ser observada para parte dos estados da região Sul.

Fotos: NOAA/NASA, Dark Side Observatory e Reprodução