Dia da Ciência: data para estimular e valorizar a produção de conhecimento científico

O Dia da Ciência e Cultura, celebrado neste 5 de novembro, foi instituído em 15 de maio de 1970 por meio da Lei nº 5.579, inspirada em Rui Barbosa (nascido em 5 de novembro de 1849), uma das figuras mais importantes da história brasileira, com o intuito de homenageá-lo.
Que a data nos inspire a ocupar cada vez mais espaços e a mostrar que a ciência e a cultura também são lugares para as mulheres brilharem. Apesar de todos os desafios e preconceitos, elas venceram os mais variados obstáculos para fazer a ciência avançar.
Dentre tantas valorosas contribuições, destacamos mulheres que transformaram o campo científico no Brasil: Bertha Lutz, Elisa Frota Pessoa, Débora Diniz, Jaqueline Goes de Jesus, Margareth Dalcomo e Natália Pasternak.

Bertha Lutz, bióloga e política, foi uma das primeiras mulheres a se destacar na zoologia brasileira. No campo da Ciência, Bertha Lutz destacou-se ao descrever e catalogar espécies de Anfíbios anuros e publicando importantes estudos sobre esse grupo de animais.
Além de cientista, foi uma grande ativista pelos direitos das mulheres. Ela defendeu a igualdade de gênero e representatividade na política. A cientista e diplomata brasileira Bertha Lutz esteve entre as poucas mulheres presentes — 3% de um total de 160 pessoas — na cerimônia de assinatura da Carta da ONU, documento fundador das Nações Unidas, em San Francisco em 1945.

Elisa Frota Pessoa foi a primeira mulher a se formar em física no Brasil. Sua pesquisa em física nuclear abriu caminho para as mulheres na ciência e para o avanço do setor no Brasil. Ela enfrentou os desafios de sua época e destacou-se numa profissão majoritariamente formada por homens: a Física. Além de suas contribuições científicas, Elisa se destacou pela promoção de melhores condições de trabalho para mulheres cientistas, revelando uma faceta até então pouco conhecida de sua carreira.

Débora Diniz, antropóloga, documentarista, especialista em bioética e professora licenciada da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB), Fundou o Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero (Anis), que atua principalmente com os direitos reprodutivos das mulheres.
Jaqueline Goes de Jesus é bióloga molecular que liderou e coordenou equipe responsável pelo sequenciamento do genoma do vírus SARS-CoV-2 apenas 48 horas após a confirmação do primeiro caso de COVID-19 no Brasil. Sua pesquisa foi crucial para o desenvolvimento de testes e vacinas contra a covid-19. A doutora em Patologia Humana e Experimental pela Universidade Federal da Bahia é mulher inspiradora.

Margareth Dalcolmo, médica pneumologista, professora da PUC-Rio e pesquisadora da Fiocruz. Durante a pandemia, destacou-se em seu engajamento no combate as fake news e na divulgação de informações sobre cuidados e vacinação. Dra. Margareth é inteligência e inovação.

Natália Pasternak, pesquisadora e doutora em microbiologia, é diretora do Instituto Questão de Ciência, e teve papel fundamental na divulgação da ciência durante a pandemia. Em 2020, organizou o primeiro curso de especialização em comunicação pública da ciência na cidade de São Paulo e recebeu o prêmio Navalha de Ockham da publicação britânica “The Skeptic Reason with Compassion” pelos esforços no combate à desinformação durante a crise sanitária.

A ciência teve origem na Grécia. Foram os gregos os primeiros a iniciarem as práticas científicas. O que existia antes era, sem dúvida, conhecimento de um número limitado de fatos, uma concepção sensorial do mundo, uma coordenação de ações, destinadas à procura dos elementos necessários à vida humana.
A data tem por finalidade, estimular a produção de conhecimento científico e a expressão cultural buscando voltar a atenção para estes aspectos que são tão importantes para a sociedade e não suficientemente valorizados.
A ciência como cultura valoriza a dimensão formativa e cultural da educação científica. O reconhecimento do valor cultural e ético da ciência, nas suas interações com a tecnologia e com a sociedade, não é apenas dos dias de hoje, tem já uma longa tradição.
A ciência, com seu olhar curioso e questionador, nos ajuda a entender o mundo ao nosso redor. Desde as pequenas descobertas do dia a dia até as grandes inovações que transformam realidades, a pesquisa científica nos impulsiona a buscar soluções e nos manter atualizados na atualidade que é tão cheia de tecnologias. Ela pode ser entendida como os conhecimentos adquiridos através de estudos, pesquisas, práticas e/ou investigações, sempre com base em determinados princípios.
Desde que nascemos, a cultura faz parte da nossa vida, sendo transmitida de geração para geração e estando presente em músicas, livros e várias outras formas de expressão cultural. Suas manifestações variam, podendo ser artísticas, sociais ou intelectuais, e enriquecem nosso dia a dia de maneiras diversas.
A Ciência e Cultura interferem diretamente em nossas vidas, estão cada vez mais alinhadas e amplamente presentes no desenvolvimento e enriquecendo a experiência humana e influenciando tanto os momentos de lazer e diversão quanto o acesso à informação e saúde.
A ciência e a cultura interferem profundamente em nossas vidas, enriquecendo a experiência humana e influenciando tanto os momentos de lazer e diversão quanto o acesso à informação e saúde.
A ciência e a cultura se complementam uma vez que a Antropologia é a ciência que estuda os diversos aspectos da vida social em diferentes culturas, sociedades e da linguística, tanto no presente quanto no passado.
Não só nesta data mais de forma permanente é preciso estimular a valorização da ciência e da cultura tradicional pela sociedade e seus governantes, e também evidenciar a grande relevância do resgate e proteção de culturas tradicionais, em especial as daqui da América do Sul, que trazem uma relação forte e harmônica com a natureza.
Fotos: Arquivo Pessoal e Reprodução













