Cruz original usada na primeira no Brasil está de volta ao país em peregrinação

Para celebrar os 525 anos da primeira missa no Brasil, realizada no dia 26 de abril de 1500, na região baiana de Coroa Vermelha, em Santa Cruz Cabrália (Bahia), presidida pelo franciscano Frei Henrique de Coimbra, chegou ao Brasil a Cruz original no dia 15 deste mês em São Paulo e passará por 20 cidades brasileiras até o dia 27 de abril.
A peregrinação deste item histórico é promovida pelo Movimento Brasil com Fé e chegará a Brasília no dia 21, aniversário de 65 da capital e ficará por dois dias. Na segunda-feira, às 10h, ela estará presente na missa pelo jubileu da arquidiocese e pelo aniversário da capital, na Catedral, presidida pelo cardeal Paulo Cezar Costa. Depois, a partir das 11h, o artefato ficará em exposição também na Catedral.

Na terça-feira, a cruz será levada à sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), às 8h. Às 9h, haverá uma sessão solene no Congresso Nacional, com lançamento do selo comemorativo do jubileu dos 525 anos da primeira missa no Brasil. Às 12h, o cardeal Paulo Cezar Costa celebra uma nova missa na Catedral, com a frente parlamentar católica. Na quarta-feira (23), a cruz segue para Belém (PA).
“Essa cruz peregrina relembra para nós que, na origem do nosso país, está a experiência da fé. Relembra para nós que a religião está desde a origem do nosso país e que foi fazendo história nesse imenso Brasil, que foi fazendo história na nossa população, na nossa cultura. Então, é um momento bonito, é um momento de celebrar, é um momento de rememorar”, declara o arcebispo de Brasília, cardeal Paulo Cezar Costa.

A cruz original foi feita de ferro em Portugal e tem cerca de 40 cm. Chegou ao Brasil pelos frades que acompanhavam Pedro Álvares Cabral e depois retornou a Portugal onde é preservada. A cruz fica em exposição permanente na Sé de Braga, igreja mais antiga da Península Ibérica, aberta em 1089.

A Cruz transcende seu significado religioso, simbolizando amor, união e interconexão entre povos.
Fotos: CNBB/Divulgação













