Dia Mundial dos Rios: protagonistas da preservação ambiental e fundamentais para o abastecimento humano

Celebramos neste domingo 28 de setembro o Dia Mundial dos Rios, protagonistas da preservação ambiental e fundamentais para o abastecimento humano, geração de energia, agricultura, lazer, povoamento e desenvolvimento sustentável das regiões.
Criado em 2005, com o objetivo de conscientizar a população sobre a necessidade de preservar estes cursos d’água gigantes e simbólicos, para a vida e o meio ambiente, é comemorado anualmente no último domingo de setembro.
A data celebra também a história e a importância dos rios, referências culturais e paisagísticas, estando muito presentes no dia a dia da população. Para que possam continuar cumprindo o papel social e ambiental é necessário recuperar suas margens e reduzir a poluição difusa urbana.

Se no passado os rios abriram caminho para a ocupação e desenvolvimento das cidades, atualmente eles são sinônimos de alerta. Mudanças climáticas, poluição e uso intensivo na agricultura desafiam a preservação dos recursos hídricos.
O Brasil é um país marcado pela abundância de água doce. Estima-se que o país conte com 13% de todas as reservas de água doce do planeta – a maior em um país, distribuída em grandes bacias hidrográficas, como a Amazônica, a do Paraná e a do São Francisco. Isso ocorre em função da intensidade de chuva e do clima tropical.
Maiores Rios do Brasil

Com enorme extensão territorial, o Brasil é famoso por sua riqueza natural – e esta é uma característica que gera diversas questões de geografia. Em especial, os maiores rios do Brasil são extremamente relevantes. No país, os rios possuem grande influência geográfica e histórica. Muitos marcam as divisões entre estados ou, até mesmo, outros países.
Adicionalmente, com colonização razoavelmente recente, pode-se dizer que os rios são fundamentais não apenas para o equilíbrio ambiental, mas também para a economia, a navegação, a geração de energia e a vida de milhões de pessoas que dependem deles diariamente. Os dez maiores rios e mais importantes são:
Top 1 – Rio Amazonas – 6.937 km

O rio Amazonas, com quase 7 mil quilômetros de extensão, é o maior rio do mundo em volume de água e também o mais extenso. É o maior rio do Brasil. Compartilhado, também, com Colômbia e Peru, são mais de mil afluentes que o garantem o ouro entre os maiores rios do Brasil.
O Rio Amazonas transporta sozinho cerca de 20% da água doce superficial do planeta, com vazão média de 210 mil m³/s. É uma verdadeira “estrada líquida” da região.
Top 2 – Rio Paraná: 3.942 km

A medalha de prata entre os maiores rios do Brasil vai para o internacional rio Paraná. Além do Brasil, este rio passa por Paraguai, Uruguai e Argentina, e nasce a partir da união dos rios Paranaíba e Rio Grande, gerando quase quatro mil quilômetros de extensão.
Top 3 – Rio Madeira-Mamoré: 3.315 km

O rio Madeira-Mamoré é o terceiro colocado no pódio de maiores rios do Brasil, e é nascido ainda na Cordilheira dos Andes, atravessando a Bolívia. Além de sua extensão, tem grande importância geográfica, ao demarcar a fronteira entre Brasil e Bolívia.
Top 4 – Rio Purus: 3.218 km

O Rio Purus é mais um entre aqueles que passam por Peru e Acre, desaguando diretamente na margem direita do Solimões. Sua enorme extensão soma-se à grande variedade de vida que o habita. É, atualmente, um dos principais esforços de conservação na Amazônia, considerando a grande exploração sobre seus recursos.
Top 5 – Rio São Francisco: 3.180 km

Com mais de 3,1 mil quilômetros de comprimento, o rio São Francisco tem importância muito superior à sua mera extensão. É um dos mais importantes rios do país, que torna diversas áreas territoriais habitáveis.
Sua nascente geográfica inicia-se em Minas Gerais, e segue pela Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas. Seu curso termina no desague com o Oceano Atlântico. O “Velho Chico” é um dos principais responsáveis pela irrigação e do semiárido brasileiro.
Top 6 – Rio Tocantins: 2.699 km

O Rio Tocantins recebe este nome a partir do local em que os rios Maranhão e Paraná unem-se, dando início a um rio com quase 2,7 quilômetros de extensão. Ele passa por Goiás, Maranhão, Pará e Tocantins, gerando – em época de cheia – mais de dois mil quilômetros de trecho navegável.
Top 7 – Rio Araguaia: 2.627 km

O Araguaia é um dos maiores rios do Brasil, e passa por cinco estados: nasce em Goiás, passa pelo Mato Grosso do Sul, Tocantins, Mato Grosso e vai até o Pará.
Top 8 – Rio Japurá: 2.615 km

Nascido no sul da Colômbia, o Rio Japurá é mais um rio internacional que cruza o Amazonas para desaguar no rio Solimões. É o maior afluente da margem esquerda do rio Solimões seguindo pelo Rio Negro.
A foz do Japurá é em delta, contando com 8 ramificações. A sua bacia hidrográfica é enorme, atingido 267 730 km2. Na Colômbia a denominação é de rio Caquetá.
Top 9 – Rio Paraguai: 2.549 km

Com sua nascente na Chapada dos Parecis, no estado do Mato Grosso, este enorme rio passa pela Bolívia, Argentina e Paraguai. Além de sua importância geográfica enquanto Bacia, é definidor da fronteira entre Brasil e Paraguai, assim como do país vizinho e a Argentina.
Top 10 – Rio Juruá: 2.410 km

Com quase 2,5 mil quilômetros de extensão, o Rio Juruá não é uma exclusividade brasileira. Ele nasce no Peru, nas escarpas da cordilheira dos Andes, na vertente oriental da serra de Contamana, situada no departamento peruano de Loreto, a uma altitude de 453m. Corre na direção noroeste e depois norte, quando entra no Brasil pelo estado do Acre. Ali banha a cidade de Cruzeiro do Sul, penetra no estado do Amazonas e tem seu desague no Rio Solimões.
De sua nascente, nos Andes peruanos, até desembocar no Solimões, o Juruá forma tantos meandros que é considerado o rio mais sinuoso da bacia amazônica. Nas regiões onde ocupa, a escassa existência de rodovias o torna uma hidrovia importante, transportando pessoas e bens. Este rio vai mudando o curso em direção nordeste.
Ambientalistas asseguram que o futuro dos rios depende de ações firmes de conservação hoje. É preciso investir em saneamento básico, reduzir a poluição difusa agrícola e urbana, recuperar matas ciliares e melhorar a gestão das bacias hidrográficas. Ações que vão garantir água de qualidade, segurança hídrica, desenvolvimento sustentável e qualidade de vida para as próximas gerações.

O saneamento básico deficiente e o desmatamento das matas ciliares e das matas das nascentes e cabeceiras são os principais responsáveis pela poluição dos rios. Segundo a WWF-Brasil, “Sem a vegetação, os rios ficam desprotegidos e expostos às chuvas, que carregam sedimentos pela correnteza, provocando aumento da turbidez e do assoreamento, processo pelo qual os rios vão ficando cada vez mais rasos. A turbidez afeta o ciclo de vida dos peixes, pela falta de transparência na água, além de dificultar o tratamento da água que será distribuída à população por parte das empresas de saneamento. O assoreamento dificulta a navegação, o fluxo das águas, a migração dos peixes e também deixa o rio vulnerável à transbordamentos em época de chuvas. A destruição da vegetação pode provocar um efeito ainda mais grave: secar completamente uma nascente”.

Os rios são fundamentais para a vida pois fornecem água doce para consumo humano e para a agricultura, além de serem fontes de energia, transporte e lazer, sustentam ecossistemas com diversas espécies de fauna e flora, e abrigam uma importante carga cultural e histórica.
O rio é um patrimônio de biodiversidade e um recurso estratégico para o desenvolvimento econômico e ambiental. Promover a preservação dos rios e aumentar o conhecimento das pessoas sobre a necessidade de protegê-los, deve ser uma ação permanente.

Milhares de rios mundiais encontram-se em sérias dificuldades e sujeitos a ameaças, com o desenvolvimento industrial, a poluição humana e as mudanças climáticas. A preservação é essencial para o bem-estar das comunidades e a manutenção do equilíbrio ambiental.
Fotos: WWF-Brasil, Daniel-Beltra-Greenpeace, Stephanie Fonseca e Reprodução













