Inhame: o tubérculo que faz bem à saúde

O inhame é um item básico da dieta africana por ser fonte de inúmeros nutrientes indispensáveis à saúde. Já no Brasil o alimento não figura como indispensável ao prato.Talvez porque muitos não conheçam todos os benefícios deste tubérculo.
Estudos mostram que o inhame é uma boa fonte de carboidratos, vitamina C e tem uma significativa quantidade de fibras que promovem a sensação de saciedade.Este legume tem imensas propriedades para o nosso organismo, fortalece o sistema imunológico ao mesmo tempo que limpa o sangue. Além de todas as propriedades, o inhame, ajuda a prevenir desde doenças do coração até Mal de Alzheimer, além de fortalecer os ossos e melhorar a pele.

No Brasil, a região Nordeste é a maior produtora e também consumidora. Em geral, é um alimento muito utilizado na América Latina, em ilhas banhadas pelo oceano Pacífico e no continente asiático. Na África Central, principalmente para os nigerianos, é considerado um item básico da alimentação.
Os tubérculos também são utilizados para fins medicinais: de algumas espécies, pode-se extrair a diosgenina, um fitoesterol de grande interesse da indústria farmacêutica. Através do método de Merker, a diosgenina é convertida em progesterona, que por sua vez é utilizada na produção de pílulas anticoncepcionais.

No organismo humano, a diosgenina presente nos tubérculos é convertida a desidroepiandrosterona (ou DHEA), um hormônio que também é produzido pelas nossas próprias glândulas adrenais. O DHEA é uma molécula utilizada para a síntese de vários outros hormônios, como a progesterona, o estrogênio, a testosterona, o cortisol e a aldosterona.
Pesquisas – como a publicada em 2015 no Journal of American College of Nutrition relatam que o consumo de inhame é útil na menopausa, para a tensão pré-menstrual (TPM), endometriose, doença fibrocística da mama e fibrose uterina. Ademais, os tubérculos ajudam a aumentar a fertilidade. Foi observado que mulheres africanas que os consomem com frequência são mais férteis.

Os compostos antioxidantes do inhame – betacaroteno e vitamina C – ajudam a prevenir os mais variados tipos de câncer. Estes nutrientes nos protegem da ação de radicais livres, agentes que podem provocar mutações no DNA que levam a uma proliferação celular desenfreada.
A diosgenina também tem se mostrado útil no combate ao câncer. Pesquisas têm mostrado que ela é capaz de impedir a proliferação de células cancerígenas da mama por estimular a p53, uma proteína pró-apoptótica, e de células de osteossarcoma por estimular a morte celular programada e interromper o ciclo celular. O fitoesterol ainda estimula a apoptose em células leucêmicas, especificamente na eritroleucemia, uma leucemia mielóide aguda, e de câncer de cólon, neste caso, também impede o crescimento celular.

Segundo um estudo publicado na revista científica Preventive Nutrition and Food Science, os efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios do inhame são importantes para proteger o corpo contra várias doenças, inclusive o câncer.
O excesso de colesterol no sangue é associado à ocorrência de doenças cardíacas e, as fibras do inhame ajudam a reduzir os seus níveis.Estudos revelam que quantidades elevadas desse aminoácido, que possui ação inflamatória, ajudam a formar as chamadas placas ateroscleróticas.

Se uma pessoa possuir um nível normal de colesterol, mas um excesso de homocisteína, os riscos de problemas cardiovasculares ainda são consideráveis, pois o aminoácido acelera o processo de oxidação de colesterol LDL. O inhame, por sua vez, é um alimento rico em vitamina B6 (piridoxina) e B9 (ácido fólico), que ajudam a controlar os níveis de homocisteína no organismo.

Dados de um estudo feito com animais publicado no British Journal of Medicine & Medical Research em 2013 mostram que os ratos que consumiram quantidades maiores de um extrato de inhame roxo apresentaram redução no apetite, maior perda de peso e uma melhor regulação nos níveis de glicemia quando comparados com o grupo controle.

O inhame é ótima opção de alimento para quem precisa emagrecer. Além de pouca gordura, o tubérculo apresenta carboidratos complexos, o que significa que a glicose, um dos produtos finais de sua digestão, será liberada de maneira gradativa para a corrente sanguínea, fazendo você sentir mais ativo para os treinos e ter menos fome ao longo do dia.
O inhame é um velho conhecido dos veganos e vegetarianos porque pode substituir ingredientes de origem animal em várias receitas. Para os nutricionistas o tubérculo é uma excelente fonte de vitaminas do complexo B, como vitamina B6, vitamina B1, riboflavina, ácido fólico e niacina. Ele também contém uma boa quantidade de antioxidantes e vitamina C. Já em relação aos minerais, o inhame possui cobre, potássio, ferro, magnésio, cálcio e fósforo.

Além de tudo, o inhame é uma boa fonte de potássio, um mineral que compensa as ações hipertensivas do sódio em nosso corpo. Conforme estudos publicados em revistas especializadas o acúmulo do aminoácido homocisteína traz prejuízos para a nossa saúde. Seu excesso alimenta a inflamação no cérebro de portadores da doença de Alzheimer. A doença também tem sido relacionada com a diminuição dos níveis do hormônio DHEA, o que acontece à medida que envelhecemos.

Logo, o inhame é um ótimo alimento para ajudar a prevenir e a controlar o Alzheimer, pois o tubérculo é fonte de vitaminas B6 e B9, e a diosgenina é convertida em DHEA em nosso organismo.
Além disso, um estudo publicado em 2017 no periódico Nutrients mostra que a diosgenina presente no inhame estimula o crescimento dos neurônios e contribui para a melhora da função cerebral.

Converse com seu médico a respeito do uso do inhame. O funcionamento do sistema endócrino é bastante delicado e integrado, e a diosgenina do tubérculo pode alterá-lo, mesmo que discretamente.

Mesmo conhecendo todos estes benefícios do inhame, que a princípio parecem exagerados mas não são, o ideal é comer sempre com moderação e isso vale para qualquer alimento.













