Páscoa Ortodoxa: Deus curará as feridas

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Patriarca Bartolomeu, de Constantinopla

A pandemia do coronavírus mudou a vida cotidiana e litúrgica. As igrejas estão fechadas para os fiéis e por isso a Páscoa Ortodoxa foi celebrada sem a presença das pessoas.

Mesmo com o sentido de alienação é importante esvaziarmos de nós mesmos para que sejamos iluminados pela luz do Cristo ressuscitado, a Luz do Mundo.

Cristo ressuscitou dos mortos, venceu a morte com a morte, aos que estavam no túmulo Cristo deu a Vida!  Esta é a mensagem do patriarca ecumênico Bartolomeu, de Constantinopla.

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Patriarca da Romênia

Os ortodoxos representam o terceiro braço mais importante do cristianismo em número de fiéis, celebram a ressurreição de Cristo neste Domingo (19), uma semana depois dos católicos e protestantes, que têm outro calendário.

Todas as Igrejas Ortodoxas canônicas seguem o Calendário Juliano, instituído por Júlio César, no ano 46 antes de Cristo. O calendário para a Páscoa é baseado na astronomia e, por isso mesmo, muito complexo.

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Patriarca russo Kirill

Mais de 260 milhões de cristãos ortodoxos celebraram  a Páscoa em condições excepcionais, pois as autoridades pediram às pessoas que permanecessem em suas casas. Em um discurso, o patriarca russo Kirill destacou “a terrível doença que afeta o nosso povo”. A igreja está vazia, mas “estamos juntos, uma grande família de fiéis ortodoxos”, disse Kirill

O Patriarcado ecumênico de Constantinopla, na Turquia, também anunciou missas fechadas ao público, mas com transmissão pela internet. O mesmo aconteceu no Chipre e na Grécia, na Sérvia, Macedônia do Norte e Egito, onde há mais de 10 milhões de coptas ortodoxos.

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A Cidade Antiga de Jerusalém, geralmente lotada na Páscoa, estava praticamente deserta no fim de semana em consequência das medidas de confinamento ordenadas por Israel.

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A Igreja Católica Romana e a Igreja Católica Ortodoxa são vertentes do Cristianismo. A Igreja Católica Romana acredita na primazia de um dos bispos, onde o Papa é a autoridade máxima da igreja.

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Papa Francisco e o Patriarca Bartolomeu, durante encontro antes da pandemia do coronavírus

Já os ortodoxos não creem na supremacia de nenhum bispo, sendo todos eles iguais. Apenas o Patriarca de Constantinopla tem uma deferência especial, sendo considerado primus inter pares (o primeiro entre seus iguais).