Ipês Roxos dão o tom da paisagem de Brasília


O ipê é uma das mais belas árvores que há. Em cada ciclo encanta pelo esplendor das diversas cores e tonalidades, cada uma simbolizando estados de espírito ou situações da vida. É a Mãe Natureza mostrando toda a sua exuberância.

bernadetealves.com
A florada do ipê roxo encanta pela beleza e doce acolhimento

Brasília está vestida da exuberância dos ipês roxos que em contraste com o azul do céu, é um bálsamo para a nossa alma. A florada do ipê roxo apresenta uma beleza de suave tristeza e doce acolhimento, como a nos consolar neste momento difícil da pandemia da Covid-19, convidando-nos a estar debaixo de sua copa protetora.

bernadetealves.com
A florada do ipê roxo encanta e acolhe em sua copa


A florada da árvore típica do cerrado e matas ciliares e símbolo de Brasília, já está dando o tom da capital do país. As flores por todos os cantos compõe um belo cartão-postal da cidade.

A chegada destas flores marca o início do período seco no Distrito Federal e trazem encanto, alegria e cor para a cidade e proporcionam uma festa para os fotógrafos, pássaros e abelhas.


Nas regiões Centro-Oeste, Norte, Nordeste e Sudeste, as diversas espécies de ipês desabrocham entre os meses de junho e setembro, com copa totalmente desfolhada.


Isso ocorre porque os ipês são caducifólios, ou seja, perdem todas as folhas entre o outono/ inverno, que são substituídas por cachos de flores de cores intensas. São árvores de médio e grande porte que gostam de calor e sol pleno.

bernadetealves.com
A exuberância da florada do ipê roxo em contraste com o azul do céu


Apesar de ser belo, os ipês precisam que suas flores caiam por questão de sobrevivência. O que para nós é puro encantamento, para as árvores, é estratégia para poupar energia para resistir a seca e o calor. Mistérios das espécies típicas do cerrado.

bernadetealves.com
A florada do ipê roxo encanta pela beleza e doce acolhimento


A partir de agora um arco-iris de cores passa a embelezar a cidade pois, segundo a Novacap, são mais de 700 mil ipês de todas as cores espalhados pela capital: entre roxos, amarelos, brancos, rosa e o raro ipê-verde. Brasília é a cidade dos ipês que são reverenciados em praças,avenidas, recantos, pinturas e até na logomarca do governo Ibaneis Rocha.

bernadetealves.com
Exuberância dos ipês roxos em contraste com o azul do céu em Brasília

Os roxos são os primeiros a florescer, seguidos pelo amarelo, branco, rosa e verde. A árvore, típica do cerrado, já existia na região antes mesmo da construção de Brasília. Conforme os botânicos, o ipê leva cerca de 20 anos para desenvolver os troncos tortuosos, com casca grossa, que podem chegar a 20 metros de altura.

bernadetealves.com
Flores em formato de cone atraem os pássaros e o cheiro adocicado chama a atenção de abelhas

A combinação de estiagem e baixas temperaturas favorece o desabrochar dos ipês. O meteorologista Mamedes Luiz Melo, do Inmet, diz que o Distrito Federal já entrou no período de seca pois não chove há 24 dias na capital federal e os termômetros chegaram a marcar 10°C. “A partir de sexta-feira dia 4, podemos esperar temperaturas mais baixas. O inverno está chegando, e por conta do fenômeno La Niña, o tempo ficará ainda mais frio que no ano passado”, afirma Mamedes.


As flores do ipê roxo resistem poucos dias, antes de começarem a cair e embelezarem as ruas e calçadas. O término da floração dos roxos dá lugar as outras espécies. O colorido continua no decorrer dos dias com as famosas flores do ipê-amarelo,branco, rosa e até do raro ipê-verde.


Árvores ornadas de magnífico manto dourado, flocos de alvura que parecem nuvens e de rosa suave que inicia um novo ciclo. Que a beleza das flores dos ipês possa ser apreciada por todos.


O ipê se mostra forte em vários aspectos. Na ventania, a semente se espalha com mais facilidade, as flores em formato de cone atraem os pássaros e o cheiro adocicado chama a atenção de abelhas.

O ipê é uma das árvores mais cultivadas do País e considerada a árvore o símbolo do Brasil, pela exuberância, resistência e facilidade de cultivo.

Fotos: Bernadete Alves, Arquivo e divulgação