Janeiro Branco: cuidar da saúde emocional é priorizar a vida

O Janeiro Branco é uma campanha para chamar a atenção da humanidade em questões e necessidades relacionadas à saúde mental das pessoas e das instituições humanas. Uma humanidade mais saudável pressupõe uma cultura da saúde mental no mundo.
“Saúde Mental enquanto há tempo! O que fazer, agora?” é o tema da campanha Janeiro Branco para 2024, um movimento que objetiva conscientizar a sociedade sobre a importância da saúde mental e emocional, reduzindo o estigma em torno de temas como ansiedade, depressão e outros transtornos mentais.

Janeiro, o primeiro mês do ano, inspira as pessoas a fazerem reflexões acerca das suas vidas, das suas relações, dos sentidos que possuem, dos passados que viveram e dos objetivos que desejam alcançar no ano que se inicia. Janeiro é uma espécie de portal entre ciclos que se fecham e ciclos que se abrem nas vidas de todos nós.
A cada início de ano todos nós somos inspirados a escrever ou reescrever a própria história. Reconhecer nossos desafios emocionais quebra o estigma e encoraja o diálogo. Vamos criar uma cultura de cuidado emocional, proporcionando informações e apoio para indivíduos, famílias, instituições e comunidades em geral.

Os transtornos mentais podem atingir a qualquer pessoa, mas para os que carregam sobre si o dever de proteger a sociedade 24 horas, o efeito é devastador. Infelizmente uma tragédia acontecida com integrantes da PMDF trouxe profunda tristeza para os familiares, forças de segurança e à população de Brasília.
Este evento doloroso destaca a urgência de priorizar a saúde mental dentro de todas as forças de segurança. Saúde Mental enquanto há tempo!
Saúde mental implica muito mais que a ausência de doenças mentais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define o conceito como “um estado de bem-estar no qual um indivíduo percebe suas próprias habilidades, pode lidar com os estresses cotidianos, pode trabalhar produtivamente e é capaz de contribuir para sua comunidade”.

Falar de saúde mental abrange a promoção de saúde, ou seja, é ter espaço para falarmos da nossa subjetividade, das nossas emoções e sentimentos; é avaliarmos nosso propósito de vida; é conseguir observar e lidar com o desenvolvimento das diversas áreas da nossa vida, o que inclui não apenas saúde física, mas também relacionamentos interpessoais, espiritualidade, hobbies, profissão, contribuição social, desenvolvimento intelectual, entre outras.
Podemos cuidar da saúde mental praticando o autocuidado: como priorizar um sono de qualidade, buscar alimentação saudável, realizar atividades que são prazerosas, praticar atividades físicas, empenhar-se em atividades relaxantes, como meditação, e parar por alguns minutos e prestar atenção aos seus sentimentos, tirando um momento para se ver, se ouvir, sentindo e acolhendo suas emoções.
Como buscar ajuda

Caso identifique que alguém próximo precisa de ajuda, procure um profissional de saúde mental, como um psiquiatra ou um psicólogo, para uma avaliação. É importante que, mesmo se não tiver acesso a esses profissionais, não se calar. Expresse e diga o que está sentindo, seja com o profissional da saúde básica, ou profissional da emergência, ou para os amigos, ou alguém que você confia na família.
Segundo especialistas do Ministério da Saúde, para diferenciar um momento de tristeza de um transtorno depressivo, ou de ansiedade para um transtorno ansioso, é necessário avaliar a duração e a carga de sofrimento dos sintomas, assim como o quanto isso tem comprometido aspectos da vida como rendimento acadêmico, profissional, relações interpessoais, concentração, sono, apetite, entre outros.

Se uma pessoa tem um sentimento que está levando a um sofrimento significativo, com uma duração maior que o esperado, e isso tem comprometido várias áreas da vida, é importante buscar um profissional de saúde mental para uma avaliação criteriosa. Esse profissional está habilitado para diagnosticar a presença de um transtorno mental.
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