Dia da Árvore: um chamado para proteger este recurso natural essencial para a vida no planeta

Celebramos neste 21 de setembro o Dia da Árvore. A data tem como objetivo principal a conscientização sobre a importância da preservação desse recurso natural essencial para a vida no planeta. De diferentes cores, formas e tamanhos, as árvores fazem parte da riqueza e da diversidade da natureza. Respeitar, cuidar e proteger o Meio Ambiente é dever de todos nós.

Vamos atualizar nossas responsabilidades socioambientais e refletir sobre a consciência de se proteger e preservar as árvores e, consequentemente, a natureza como um todo.
Nossa reverência a uma verdadeira gigante da floresta: a Samaúma (Ceiba pentandra), uma das maiores árvores da Amazônia. A espécie pode ultrapassar 50 metros de altura e desenvolver enormes sapopemas, aquelas estruturas que se projetam na base do tronco e ajudam na sustentação de uma árvore de proporções impressionantes. Eles podem chegar a 500 anos.

A data evoca a atenção para o cuidado ambiental. Mais do que celebrar a beleza, vale lembrar o que uma árvore representa: história, biodiversidade, relações ecológicas e vida. Elas não são apenas parte da paisagem. Elas sustentam vida. São testemunhas do tempo. Plantar uma árvore hoje é deixar um legado para as próximas gerações.
Uma árvore não existe isoladamente. Ela está conectada ao solo, à água, ao ar e à biodiversidade.

Árvore é sinônimo de vida e pode nos oferecer benefícios essenciais e comuns para a espécie humana, que acabam passando despercebidos no dia a dia. Situações que parecem simples, contudo são cheias de significado quando olhamos para elas de uma forma diferente.
As árvores podem oferecer sombra, frutos, flores, remédios, óleos, papel e outras tantas coisas mais, que poderiam ser citadas aqui, mas elas também podem ser especiais num aspecto bem interessante. Estudos apontam que a quantidade de árvores em nosso meio pode contribuir e muito para a nossa saúde e o estilo de vida que levamos.

As árvores ajudam a reduzir a temperatura e melhoram a umidade do ar por meio da evapotranspiração.
Elas produzem oxigênio e purificam o ar através do processo de fotossíntese.
Evitam a erosão da terra e protegem mananciais de água.
Fornecem abrigo e alimento para diversas espécies de animais.

Proteger as árvores é cuidar do futuro. Elas fazem parte de cadeias produtivas capazes de gerar alimentos, matérias-primas, conhecimento, inovação, trabalho e renda. A bioeconomia mostra justamente essa relação entre biodiversidade, ciência e desenvolvimento econômico, desde que exista manejo responsável e uso sustentável dos recursos naturais.
É necessária a preservação das matas nativas e ciliares e a conservação dos mananciais; a proteção dos solos, rios, nascentes; e a valorização do ambiente como algo essencial para as presentes e futuras gerações. Sem a conservação dos ecossistemas, tornam-se inviáveis as condições de vida humana na Terra.

A celebração deve ser um momento oportuno para repensarmos nossas atitudes em prol do meio ambiente e da nossa colaboração com a Casa Comum, a diversidade de biomas localizados no país, como a Floresta Amazônica, a Mata Atlântica e o Cerrado, que abrigam uma grande variedade de espécies vegetais.
Olhar para estas gigantes é olhar para a história de nosso país, reconhecer as nossas riquezas e saber que é papel de todos nós preservar um patrimônio que é nosso. É cuidar do passado, para que haja verde e vida no futuro.
Origem da celebração das testemunhas do tempo

A escolha do dia 21 de setembro no Brasil se deve à proximidade com o início da primavera no Hemisfério Sul, estação marcada pelo florescimento da natureza. A celebração tem raízes históricas inspiradas no Arbor Day criado nos Estados Unidos em 1872. No Brasil, a primeira festa oficial ocorreu em 1902, no município paulista de Araras
Fotos: Araquém Alcântara, Tobias Jackson, Author provided, REUTERS/Bruno Kelly













