Nobel de Economia vai para pesquisa que melhora saúde e desempenho escolar

Nobel de Economia vai para pesquisa que melhora saúde e desempenho escolar - Bernadete Alves
Os investigadores Abhijit Banerjee, Esther Duflo e Michael KremerNobel, são os ganhadores do Nobel de Economia 2019

O americano nascido na Índia Abhijit Banerjee, a franco-americana Esther Duflo e Michael Kremer, também dos Estados Unidos,são os ganhadores do Nobel de Economia  2019. Eles desenvolverem métodos que permitem ações mais eficazes para melhorar saúde infantil e o desempenho escolar.

Abhijit Banerjee e Esther Duflo são casados, professores no Massachusetts Institute of Technology (MIT) e tornaram-se cidadãos americanos. Michael Kremer é professor na Universidade de Harvard. Esther Duflo, de 46 anos, é a segunda mulher a vencer o Nobel de Economia em seus 50 anos de existência.

Esther Duflo nasceu em Paris, na França e obteve o título de Ph.D. em 1999 do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos EUA. É a segunda mulher e a pessoa mais jovem a receber o Nobel de Economia. Nos últimos anos, firmou-se como uma das economistas mais brilhantes de sua geração, ganhando prêmios como a medalha John Bates Clark em 2010, que recompensa os trabalhos de economistas nos Estados Unidos com menos de 40 anos.

Nobel de Economia vai para pesquisa que melhora saúde e desempenho escolar - Bernadete Alves
Os investigadores Abhijit Banerjee e Esther Duflo ganhadores do Prêmio Nobel de Economia 2019

Os 3 economistas compartilharão o prêmio de 9 milhões de coroas suecas, ou US$ 1 milhão (R$ 3,85 milhões). A cerimônia de entrega do Nobel acontecerá em 10 de dezembro, data de aniversário da morte de seu idealizador, o industrial e filantropo sueco Alfred Nobel (1833-1896).

Segundo comunicado da Academia Real de Ciências da Suécia, o trio foi premiado “por sua abordagem experimental para aliviar a pobreza global”, afirmou o júri. “As descobertas das pesquisas dos premiados – e as dos pesquisadores que seguem os passos deles – melhoraram drasticamente nossa capacidade de combater a pobreza na prática”. O comitê do Nobel, destacando ainda que as pesquisas “têm um grande potencial para melhorar ainda mais a vida das pessoas em pior situação do mundo”.

Segundo a Academia, as pesquisas do trio mostram que a questão da pobreza pode ser combatida de forma mais eficiente se dividida em questões menores e mais precisas em áreas como educação e saúde, e a partir de experimento de campo em países como Quênia e Índia.

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Os investigadores Abhijit Banerjee, Esther Duflo e Michael KremerNobel, são os ganhadores do Nobel de Economia 2019

Os pesquisadores mostraram, por exemplo, em seus experimentos que as pessoas mais pobres são extremamente sensíveis a preços e gratuidade nos cuidados de saúde preventivos.Outro trabalho do trio mostrou que ajuda direcionada aos alunos mais fracos é uma medida eficaz.

Como resultado direto de um dos estudos, mais de 5 milhões de crianças se beneficiaram na Índia de programas de aulas de reforço na escola, e significativos ​​subsídios para cuidados de saúde preventivos foram introduzidos em diversos países.

“Todos os anos, cerca de 5 milhões de crianças com menos de cinco anos ainda morrem de doenças que muitas vezes poderiam ter sido prevenidas ou curadas com tratamentos baratos. Metade das crianças do mundo ainda saem da escola sem habilidades básicas de alfabetização e aritmética”, afirma o Comitê do Nobel. E acrescenta: “Apesar das recentes melhorias dramáticas, uma das questões mais urgentes da humanidade é a redução da pobreza global, em todas as suas formas”, afirmou o comitê do Nobel em comunicado, lembrando que mais de 700 milhões de pessoas ainda vivem com rendimentos extremamente baixos.

Nobel de Economia vai para pesquisa que melhora saúde e desempenho escolar - Bernadete Alves

Os investigadores Abhijit Banerjee, Esther Duflo e Michael Kremer, merecem os nossos aplausos e agradecimentos por desenvolverem métodos que permitem ações mais eficazes para melhorar saúde infantil e o desempenho escolar.Trabalhos essenciais no combate à pobreza.