Dia da Igualdade Feminina: um marco de luta por paridade entre gêneros

bernadetealves.com

Mesmo sendo maioria da população e comprovado cientificamente que as mulheres têm níveis de escolaridade mais elevados, têm o dom de fazer mais de uma tarefa ao mesmo tempo, são ensinadas desde pequenas à realizarem trabalhos  domésticas, são mais organizadas e estão chefiando famílias, cada vez mais, no Brasil. Mesmo diante de tantas qualidades, ainda há uma grande diferença imposta na sociedade, em cargos de evidência, de salários e também em cargos políticos.

bernadetealves.com

A celebração do Dia Internacional da Igualdade Feminina, neste 26 de agosto, é um marco da luta das mulheres por empoderamento e paridade entre gêneros. Essa discussão é fundamental na sociedade, nas empresas , nos meios de comunicação e nas escolas, para mudar a compreensão geral de questões que envolvem a busca pela igualdade entre mulheres e homens.

Mesmo com a popularização do debate ainda existem problemas que devem ser enfrentados, tais como a pouca representatividade política, as desigualdades no mercado de trabalho e a violência praticada contra as mulheres.

Agosto é um mês muito importante na história das mulheres. Além de ser caracterizado como ‘Agosto Lilás’ e de relembrar a Lei Maria da Penha, o combate à violência contra mulher, o mês traz também o ‘Agosto Dourado’ em apoio ao Aleitamento Materno: alimento padrão ouro para a saúde dos bebês; e  o ‘Dia Internacional da Igualdade da Mulher’.  O 26 de agosto lembra o quanto a igualdade de gêneros demorou para evoluir e o quanto têm que evoluir ainda.

bernadetealves.com

Assim como em outros ramos de atuação, na comunicação observou-se uma melhoria, mas ainda há muito a ser feito para de fato alcançar igualdade em oportunidades e cargos para as mulheres que atuam na área. O dia é oportuno para fazermos reflexões importantes relacionadas ao papel da mulher diante da sociedade e seus anseios.

Mulheres do esporte, da comunicação, das letras, das artes, da educação, e de diversos outros meios estão aproveitando esta quarta-feira para celebrar as conquistas femininas e, ao mesmo tempo, expor as desigualdades de gênero que ainda assolam sociedades do mundo todo.

Isso é possível porque em 26 de agosto de 1973 o Congresso dos Estados Unidos decidiu que nesta data seria comemorado o Dia Internacional da Igualdade Feminina, em homenagem à aprovação, 53 anos antes, da 19ª emenda, que permitiu o voto às mulheres norte-americanas. 

bernadetealves.com

No Brasil o voto feminino amplo chegou em 1934 e só se tornou obrigatório, assim como o masculino, em 1946. E mesmo que muitas outras conquistas, como direito a licença maternidade, acesso a anticoncepcional e a criação de leis contra violência doméstica, devam ser relembradas e celebradas, basta examinar pesquisas e relatórios sobre gênero para entender que, infelizmente, ainda há um longo caminho a ser percorrido para a equidade. 

O Fórum Econômico Mundial estabelece quatro critérios (econômico, educacional, de saúde e político) para analisar as desigualdades de gênero em países de todo o mundo. Segundo o último relatório sobre desigualdade de gênero,  o Brasil ocupa uma posição desalentadora: 92º lugar dentre 152 países. Na América Latina, somos o 22º país. De acordo com o Fórum, precisaríamos de 59 anos para eliminar as desigualdades de gênero no Brasil –  sem considerar, é claro, possíveis retrocessos.

bernadetealves.com

Ser mulher no mercado de trabalho já é uma luta e também uma conquista, como a que aconteceu em 2009, quando a Universidade Federal da Bahia (UFBA), de forma  pioneira lançou  o curso Estudos de Gênero e Diversidade,  uma graduação na área de Ciências Humanas com duração de quatro anos.

Órgãos municipais e estaduais daquele Estado  e do Brasil podem contar com um bacharel em Estudos de Gênero e Diversidade para a formulação de políticas públicas assim como empresas, cooperativas e ONGs que desejam avançar nessa pauta.

bernadetealves.com

O currículo e o nível de conhecimento são fatores de grande relevância para diminuir as desigualdades. Para estabelecer a igualdade no ambiente de trabalho é preciso valorizar a liderança e dar oportunidade para ambos os sexos exercerem cargos altos dentro das empresas; valorizar os atributos profissionais das mulheres e suas qualificações; oferecer salários igualitários; promover mudanças de leis e de cultura, que muitas vezes vêm de dentro de casa.

Para se conquistar de fato a igualdade em todos os setores da sociedade é devemos valorizar o homem que cumpre tarefas domésticas ou com a criação dos filhos, tendo em vista que isso também é uma responsabilidade dele.