Outubro Verde promove combate à Sífilis e Sífilis Congênita

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Uso de preservativos em todas as relações sexuais, acompanhamento durante a gestação e a testagem regular são formas de prevenir a sífilis

O terceiro sábado do mês de outubro é anualmente dedicado para mobilizações de Combate à Sífilis Congênita por meio da Lei nº 13.430, de 31 de março de 2017. A iniciativa promove a visibilidade e conscientização sobre a doença infectocontagiosa que é caracterizada pela transmissão da sífilis da mãe para o feto ou para o recém-nascido.


A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível
causada pela bactéria Treponema pallidum. É denominada adquirida quando sua transmissão ocorre pelo contato sexual desprotegido ou pelo contato com sangue contaminado. O uso de preservativos em todas as relações sexuais, o acompanhamento durante a gestação e a testagem regular são formas de prevenir a doença.


O Outubro Verde, portanto, tem o intuito de chamar a atenção sobre a doença e a importância do diagnóstico precoce e do tratamento da doença na gestante.

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Sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum


A detecção e o tratamento precoce são fundamentais para evitar a propagação da sífilis. O tratamento é feito com uso de medicamento disponibilizado na rede pública de saúde. Apesar de ser uma doença tratável e curável, ela não gera imunidade. Portanto, a pessoa pode se reinfectar caso tenha relações sexuais desprotegidas com pessoa infectada. Quando não tratada, a infecção pode evoluir para estágios de gravidade variada, acometendo diversos órgãos e sistemas, principalmente nervoso e cardiovascular.

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Sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum


Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde, entre as complicações da sífilis congênita estão aborto espontâneo, natimorto, parto prematuro, má-formação do feto, surdez, cegueira, deficiência mental e óbito neonatal. O bebê pode nascer sem nenhum sinal da doença ou apresentar : baixo peso, rinite com coriza sero-sanguinolenta, prematuridade, osteocondrite, periostite, osteíte, choro ao manuseio e obstrução nasal. Esses achados podem se manifestar no nascimento ou até os dois anos de idade.

Em Brasília, a Gerência de Vigilância das Infecções Sexualmente Transmissíveis atua para conscientizar sobre a doença, a partir de estratégias de comunicação em saúde para a população em geral e, especialmente, para as populações mais vulneráveis. Ainda, promove educação permanente das equipes de saúde, com o desenvolvimento de ações de prevenção coletiva da sífilis.

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Exame de sangue para detectar sífilis e outras doenças


No Distrito Federal, conforme dados do último Boletim Epidemiológico divulgado pela Subsecretaria de Vigilância à Saúde, da Secretaria de Saúde, foram notificados 2.154 casos de sífilis adquirida em ambos os sexos em 2020, sendo que, para cada 3,3 homens infectados, tem-se uma mulher com a doença.


Daniela Magalhães, técnica da Gerência de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis (Gevist), informa que as maiores proporções de casos notificados se concentram em homens na faixa etária de 20 a 39 anos. Entre as mulheres, a faixa etária mais acometida é de 15 a 19 anos.


Segundo ela, foram registrados 921 casos de sífilis em gestantes em 2020, o que representa um aumento médio de 21,1% em relação ao ano anterior. Em relação à sífilis congênita, o DF registrou 271 casos no ano passado. “Isso demonstra a necessidade de captação precoce das gestantes para o pré-natal e diagnóstico oportuno”, enfatiza Daniela.


A Secretaria de Saúde disponibiliza testes rápidos para o diagnóstico da sífilis em todas as unidades básicas de saúde (UBSs) e no Núcleo de Testagem e Aconselhamento (NTA), antigo Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), localizado na Rodoviária do Plano Piloto. O teste também é oferecido às pessoas em situação de violência e à população privada de liberdade.


Nas maternidades, todas as gestantes e mulheres em situação de abortamento também são testadas. Durante a gestação, o teste é solicitado no primeiro, no segundo e no terceiro trimestre tanto para a gestante quanto para o parceiro.


“É muito importante que o pré-natal seja iniciado precocemente, pois quanto mais rápido a mulher é tratada, menores são as chances de transmissão vertical”,
diz Daniela Magalhães, técnica da Gevist.


O resultado do teste sai em 15 minutos após a coleta do material. Caso o teste dê positivo, a amostra é encaminhada para comprovação laboratorial. Após a confirmação, o tratamento é iniciado imediatamente. A mulher é também testada no momento do parto.

Dê proteção ao seu filho. Faça o teste de sífilis no pré-natal.

Fotos: Divulgação e Breno Esaki/Agência Saúde-DF